SEAE divulga terceiro Boletim de Acompanhamento do Mercado de Loteria

Destaque I 16.10.17

Por: sync

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A Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda divulgou a terceira edição do ‘Boletim de Acompanhamento do Mercado de Loterias – Outubro/2017 – Ano1/Edição 3‘. A publicação é trimestral e tem como objetivo mostrar números e estatísticas dos produtos lotéricos regulamentados no âmbito federal.

O documento indica que a arrecadação das loterias federais aumentou de R$ 3,21 bilhões no 3º trimestre de 2016, para R$ 3,74 bilhões no 3º trimestre de 2017, representando uma elevação de 16,5% nesse período. Comparando-se a razão entre a arrecadação e o Produto Interno Bruto (PIB) também houve aumento, visto que no 3º trimestre em 2016 se encontrava no patamar de 0,2% do PIB, e nesse mesmo trimestre em 2017 alcançou 0,23% do PIB.

Com o aumento da arrecadação no terceiro trimestre de 2017, houve maior repasse de recursos das loterias para os programas sociais e elevação da arrecadação do Imposto de Renda com a premiação concedida. Os repasses sociais se elevaram em aproximadamente 16,2% entre o terceiro trimestre de 2016 (R$ 1,27 bilhão) e o terceiro trimestre de 2017 (R$ 1,48 bilhão), retornando ao patamar do terceiro trimestre de 2015.

O Boletim da SEAE também faz uma análise da concentração da arrecadação das loterias federais em apenas três produtos (Mega-Sena, Lotofácil e Quina), “estando os demais em franca queda desde 2003, ano da criação da Lotofácil”. Segundo o gráfico apresentado no documento, a criação da Lotofácil levou a perda de interesse dos apostadores na Lotomania, Dupla Sena, Federal, Timemania, Loteca, Lotogol e Instantânea.

A SEAE comenta que que existe significativo espaço para ampliar a comercialização destas loterias, principalmente as Loterias de Prognósticos Esportivos como a Loteca e Lotogol, “cuja baixa participação não deveria, em tese, acontecer, visto que se trata de produtos atrelados ao futebol, esporte número um na preferência nacional, onde a participação de mercado não está em linha com os números apresentados em outros países”, comenta o documento do Ministério da Fazenda.

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Boletim de Acompanhamento do Mercado de Loterias – Outubro/2017 – Ano1/Edição3

Publicação trimestral da Secretaria de Acompanhamento Econômico com o objetivo de mostrar, trimestralmente, números e estatísticas dos produtos lotéricos regulamentados no âmbito federal.

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Ministério da Fazenda – MF

Secretaria de Acompanhamento Econômico – SEAE

Subsecretaria de Governança Fiscal e Regulação de Loteria – SUFIL

Coordenação Geral de Governança de Prêmios e Sorteios – COGPS

Brasília – DF

Outubro/2017

 

1. Apresentação

O Boletim de Acompanhamento do Mercado de Loterias é uma publicação trimestral da Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, com o objetivo de mostrar, trimestralmente, números e estatísticas dos produtos lotéricos regulamentados no âmbito federal. Pretendese, assim, difundir esse tema junto à comunidade acadêmica e à sociedade em geral.

É importante dar publicidade ao mercado lotérico, mormente com o processo em curso de desestatização da Loteria Instantânea Exclusiva – LOTEX, cuja implantação no Brasil, prevista para o próximo ano, deverá trazer substanciais incrementos nos repasses sociais das loterias. 

 

2. Visão Geral do Mercado de Loteria Brasileiro

2.1. Das arrecadações e taxa real de crescimento

Na tabela 1, em termos nominais, observa-se que a arrecadação das loterias federais aumentou de R$ 3,21 bilhões, no 3º trimestre de 2016, para R$ 3,74 bilhões, no 3º trimestre de 2017; perfazendo elevação de 16,5% nesse período, em termos nominais. Comparando-se a razão entre a arrecadação e o Produto Interno Bruto¹ (PIB) também houve aumento, visto que no 3º trimestre em 2016 se encontrava no patamar de 0,2% do PIB, e nesse mesmo trimestre em 2017 alcançou 0,23% do PIB.

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(¹) O PIB nominal referente ao período de 2017.III é uma estimativa da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda (MF/SPE).

 

Ao observar a arrecadação real trimestral (IPCA base Set 2017 = 100) das loterias federais na comparação do terceiro trimestre de 2016 com o seu equivalente em 2017, evidencia-se uma elevação real da ordem de 13,8%, saltando de R$ 3,2 bilhões, em 2016, para os já mencionados R$ 3,74 bilhões, em 2017.

Com o aumento da arrecadação no terceiro trimestre de 2017, em relação ao mesmo período do ano anterior, houve maior repasse de recursos das loterias para os programas sociais e elevação da arrecadação do Imposto de Renda com a premiação concedida. De fato, os repasses sociais se elevaram em aproximadamente 16,2% entre o terceiro trimestre de 2016 (R$ 1,27 bilhão) e o terceiro trimestre de 2017 (R$ 1,48 bilhão), retornando ao patamar do terceiro trimestre de 2015.

2.2. Loteria de Sorteio de Números e Loterias baseadas em Prognósticos Esportivos

Inicialmente, vale mencionar que, no Brasil, atualmente, existem três modalidades federais de loteria: a de sorteio de números (Mega-Sena, Quina, Lotofácil, Lotomania Dupla Sena e a Timemania), a passiva (Loteria Federal) e a baseada em prognósticos esportivos (Loteca e a Lotogol). Esta concentra menos de 1% das receitas, consequentemente mais de 99% da arrecadação federal procede das loterias de sorteio de números e passiva.

Desconsiderando a conceituação acima das modalidades lotéricas, se fizermos uma análise puramente descritiva referente ao tamanho da participação de cada produto lotérico no total da arrecadação das loterias federais, observaremos que as loterias federais no Brasil são basicamente concentradas em três produtos (Mega-Sena, Lotofácil e Quina), estando os demais em franca queda desde 2003, ano da criação da Lotofácil.

A fim de melhor visualizar essa concentração, dividimos as loterias federais em dois blocos, a partir do primeiro trimestre do ano 2000, no gráfico 3. No bloco 1, os três produtos mais vendidos (Mega-Sena, Lotofácil e Quina); e, no bloco, 2 os demais produtos lotéricos (Lotomania, Dupla Sena, Federal, Timemania, Loteca, Lotogol e Instantânea). 

A evolução do bloco 2 sugere que a criação da Lotofácil levou a uma perda de interesse das modalidades lotéricas constantes no bloco 2, principalmente dos apostadores da Lotomania, que abrangia 22,4% de média de participação de mercado antes da criação da Lotofácil; caindo para 7,3% de média entre o quarto trimestre de 2003 e o terceiro trimestre de 2017.

Por fim, vale ressaltar o quão concentrado se encontra a arrecadação das loterias federais, inferindo-se que exista significativo espaço para ampliar a comercialização das loterias constantes no bloco 2 (gráfico 3), mormente as Loterias de Prognósticos Esportivos (Loteca e Lotogol), cuja baixa participação não deveria, em tese, acontecer, visto que se trata de produtos atrelados ao futebol, esporte número um na preferência nacional, onde a participação de mercado não está em linha com os números apresentados em outros países.

Clique aqui e confira os gráficos do Boletim de Acompanhamento do Mercado de Loteria


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