Superbet lança canal 24h para combater vício em apostas com Instituto de Proteção ao Jogador

Apostas I 11.09.26

Por: Elaine Silva

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CEO Alexandre Fonseca diz que a empresa pode aplicar alertas, restrições e bloqueios diante de comportamentos de risco

A Superbet lançou a Linha Super, canal gratuito de atendimento disponível 24 horas por dia para pessoas com problemas relacionados às apostas. O serviço foi criado em parceria com o IPJ (Instituto de Proteção ao Jogador) e integra uma campanha nacional de Jogo Responsável da empresa.

Em entrevista ao Poder360, o CEO da Superbet, Alexandre Fonseca, afirmou que a plataforma está disposta a aplicar alertas, restrições e bloqueios temporários a usuários que apresentem comportamentos de risco. Segundo ele, uma operação sustentável não pode ter como meta maximizar a atividade dos apostadores “a qualquer custo”.

A campanha, estrelada pelo ex-jogador Cafu, recebeu investimento de R$ 60 milhões. O conceito adotado é “Na Superbet, ter limite é a regra do jogo”. A iniciativa aborda situações como o uso de dinheiro reservado à família, o comprometimento de recursos além do planejado, o excesso de tempo nas apostas e o uso de cartão de crédito para continuar jogando.

Uma das ações previstas, chamada “Limpeza do Algoritmo”, projeta redirecionar para conteúdo de jogo responsável os usuários que demonstrem interesse recorrente em apostas. A capacidade de atendimento em parceria com o IPJ foi ampliada para 3.500 usuários.

Campanha Superbet

Serviço aberto além da base própria

A Linha Super atende não apenas clientes da Superbet, mas também usuários de outras plataformas, familiares e pessoas próximas que busquem orientação. Fonseca declarou que “quando alguém decide procurar orientação, não deveria existir uma barreira comercial”.

A governança do serviço foi estruturada para separar as responsabilidades; a Superbet financia a estrutura e divulga o canal, mas avaliações, atendimentos e encaminhamentos são de responsabilidade técnica do IPJ. A empresa declarou não ter acesso ao conteúdo das conversas nem às informações médicas das pessoas atendidas.

A campanha tem duração prevista até dezembro, mas Fonseca declarou que o atendimento existia antes da campanha e não se encerra com ela. Segundo ele, a parceria com o IPJ já estava em curso desde 2024.

Dados sobre apostas entre jovens

A publicação da campanha coincide com dados preocupantes sobre o comportamento de jovens brasileiros. Pesquisa da Frente Parlamentar Mista da Educação, realizada em parceria com o Equidade.info e divulgada nesta quinta-feira (10/9), apontou que 20,4% dos estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio já realizaram apostas online em sites ilegais. O levantamento ouviu 1.912 estudantes de 191 escolas de todo o país, entre agosto e setembro.

Entre jovens de 17 anos, o índice chega a 32,3%. Nos meninos do 3º ano do Ensino Médio, o percentual sobe para 49,7%. Para apostar em plataformas legais, é necessário ter mais de 18 anos, com validação por CPF e reconhecimento facial.

Em julho, o Ministério da Saúde informou que a OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que o transtorno do jogo afete 1,2% da população adulta mundial.

 

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