Turismo de luxo no Brasil será incrementado, afirma ministro

Compartilhar
Ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio participou no Palácio das Artes, em Belo Horizonte da 2ª edição do Prêmio Nacional do Turismo

Em entrevista à rádio Super 91,7 FM, ontem, o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, disse que o governo fará investimentos no turismo de luxo no Brasil. Entre as propostas anunciadas estão projetos para a construção de portos para atracamento de cruzeiros e a viabilização de cassinos em resorts – que hoje não são permitidos no país.

“Não é liberar o jogo. Então, não vai ter maquininha em boteco ou bingo. Nossa discussão são os resorts integrados, que são grandes complexos de hotéis com shoppings centers, lojas e pouco mais de 2% do espaço é utilizado para cassino”.

Ainda segundo o ministro, a medida vai impulsionar o turismo e gerar emprego e renda para o país. Além disso, a ideia é que parte dos recursos arrecadados na tributação desses empreendimentos seja repassada ao Fundo de Participação de Municípios (FPM), garantindo mais dinheiro às cidades brasileiras.

“Vamos supor que a renda gerada pelos resorts integrados chegue perto de R$ 20 bilhões a R$ 25 bilhões. Então, a ideia é fazer um projeto para que esse dinheiro seja (destinado) para o Fundo de Participação dos Municípios, que hoje é de R$ 77 bilhões. Ou seja, mais R$ 20 bilhões, o que representaria um incremento de quase 30% para o FPM”, explicou o ministro.

Marcelo Álvaro Antônio falou ainda sobre a previsão de aumento do fluxo de turistas estrangeiros e domésticos no Brasil em 2020. E, para isso, o ministro citou projetos para melhoria do turismo no país, por meio da integração de modais de transporte, além da construção de rodoviárias e portos para receber cruzeiros na costa brasileira.

“A ideia são 15 portos, sendo que o primeiro já está licenciado em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, e conta com shopping center, lojas, hotel e cinema. Só esse porto de Balneário Camboriú vai atrair mais cinco novos navios para a temporada subsequente à conclusão da obra. Cada navio representa R$ 450 milhões de impacto na economia, além de 4.000 novos empregos. Então, isso é um grande projeto que temos para 2020”, argumentou.

Questionado sobre o metrô do Barreiro, em Belo Horizonte, o ministro afirmou que o recurso para a obra já está reservado. “Em breve, nós vamos anunciar, mas já está garantido o recurso para a linha 2 do metrô do Barreiro. Então, esse sonho que já virou chacota, porque as pessoas nem acreditam mais, vai se concretizar no governo do presidente Jair Bolsonaro”, prometeu.

Já sobre uma eventual troca de partido, após o presidente Jair Bolsonaro anunciar a criação do Aliança pelo Brasil, Álvaro Antônio afirmou que não deixará o PSL: “Eu tenho um mandato até 2022. Tenho fidelidade partidária, e, por enquanto, eu continuo no PSL”.

***

Em que pé estão as privatizações no setor do turismo?

Isso é um processo que tramita no Ministério do Meio Ambiente e, me parece, que já são 11 parques aptos a serem privatizados, sendo que Barreirinhas, Lençóis Maranhenses e Jericoacoara já estão “na agulha”. Só para se ter uma noção da importância disso, os Estados Unidos contam com 300 milhões de visitantes em parques nacionais todos os anos. Já o Brasil conta com apenas 12 milhões. Por isso, a privatização é fundamental, especialmente pela contrapartida e pelos investimentos nos parques e no entorno, com restaurantes e lojas. Isso ajuda na conservação, na promoção dos parques e no aumento do número de turistas.

Muito se fala sobre a possibilidade de os cassinos serem liberados no país. Como o governo enxerga isso?

Não sou a favor da liberação de jogos, mas sim (da criação) dos resorts integrados. Existe uma diferença muito grande. Então, não é liberar, não vai ter maquininha em boteco ou bingo. Nossa discussão são os resorts integrados – grandes complexos de hotéis, que contam com shopping centers, lojas e onde pouco mais de 2% do espaço é utilizado para cassinos. Isso vai gerar muito emprego e renda para o Brasil, e essa discussão vem forte agora no primeiro semestre de 2020.

E onde esses complexos hoteleiros seriam construídos?

A minha ideia é que fosse inicialmente no Nordeste. Todos os países têm uma área definida. Nos Estados Unidos, é em Las Vegas; na China, é em Macau; no Uruguai, é em Punta del Este. Então, a gente precisa definir uma área. Mas tenho um entendimento de que temos que contemplar todos os municípios. Então, vamos supor que a renda gerada pelos resorts integrados – a tributação – chegue perto de R$ 20 bilhões a R$ 25 bilhões. A partir daí, a ideia é fazer um projeto para que esse dinheiro seja (destinado) para o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que hoje é de R$ 77 bilhões. Ou seja, mais R$ 20 bilhões, o que representaria um incremento de quase 30%, contemplando todos os 5.670 municípios do Brasil, como se fosse um royalty. Ou seja, contemplaríamos todos os municípios, mas com uma região específica, que seria o Nordeste, até por sua maior proximidade com a Europa e com os Estados Unidos. (O Tempo – Thaís Mota – MG)

***

Opinião O Tempo: Obrigado, ministro

Nenhum país do mundo concentra tantas belezas naturais como o Brasil

Ontem, no programa Alerta Super, que apresento na rádio Super 91,7 FM, entrevistei o ministro do Turismo, Marcelo Alvaro Antônio, mineiro, deputado federal mais votado nas últimas eleições. Com decisões inteligentes e muitas vezes simples, vem colocando o Brasil no cenário turístico internacional.

A derrubada da exigência de vistos para apenas quatro países (Japão, Austrália, Canadá e Estados Unidos) fez aumentar o gasto médio de turistas estrangeiros em mais de 40%, isso apenas no primeiro mês da nova regra.

Alguns maus brasileiros que têm o “complexo de vira-lata” não viram com bons olhos a medida, preferiram criticá-la com aquele discurso pobre de que temos que ter o mesmo direito. Vamos parar com hipocrisia. Foi comprovado que o ministro estava correto.

O caminho da retomada da economia passa pelo turismo, e nenhum país do mundo concentra tantas belezas naturais como o Brasil. Poderia citar várias medidas tomadas pelo governo federal para o crescimento do turismo internacional no país: a entrada de quatro empresas aéreas de “low coast”, a transformação da Embratur (que foi um enorme cabide de emprego dos governos petistas) em agência, que vai representar uma injeção de milhões de dólares para promover o Brasil mundo a fora, entre outros.

Agora, em 2020, vem a jogada de mestre: a construção de resorts com cassino, que vai incrementar o turismo e, consequentemente, a economia do Brasil.

Parabéns, ministro, e obrigado por você ser mineiro, do Barreiro. Que venha o metrô! (Opinião – O tempo – MG)

Comentar com o Facebook

Deixe uma resposta