Análise: O Brasil tem que observar esses modelos e as promessas

Com frequência o modelo de resorts integrados de Cingapura é usado como exemplo pelos atores políticos e autoridades do Brasil.
Na verdade, a Covid virou desculpas para o não cumprimento das metas prometidas pelo Las Vegas Sands e Resorts World por Genting Singapore nas expansões do Marina Bay Sands e o Resort World Sentosa.
Os brasileiros devem refletir sobre outro detalhe do modelo de Cingapura, que é a cobrança de entrada nos cassinos para os singapurianos. Singapura tem regras diferentes para cidadãos e estrangeiros.
Os cassinos foram originalmente construídos somente para turistas e os singapurianos devem pagar 100 dólares de Singapura (US$ 73,73) por dia ou uma taxa anual de credenciamento de SG$ 2.000 (US$ 1.474,75) para entrar nos cassinos. Além disso, o governo pode restringir a entrada de alguém que considere financeiramente incapaz de apostar. Se não evitar, pelo menos ameniza da população local de frequentar, de ficar viciada e gerar todos os problemas sociais relacionados a atividade.
O aumento do valor da taxa de entrada para os moradores locais em 50%, vai gerar um forte impacto. O imposto de 24 horas vai aumentar de SG $ 100 (R$ 418,410/US$ 73,73) para SG $ 150 (R$ 627,615/US$ 110,60) e o imposto anual de SG $ 2.000 (R$ 8.368,20/US$ 1.474,75) para SG $ 3.000 (R$ 12.552,30/US$ 2.212,13).
O problema é que as taxas introduzidas para coibir os singapurianos de jogarem, principalmente a população de baixa renda, não deu certo e, atualmente, 43% dos jogadores são locais. Mas o que tem acontecido em alguns casos é que o pessoal local que vai ao cassino tem apostado ainda mais na tentativa de recuperar o dinheiro gasto para entrar nos empreendimentos.
A pergunta é: será que os resorts integrados no Brasil também vão cobrar taxa dos brasileiros para entrar nos cassinos?


