Senadores baianos reagem a PL que legaliza jogos de azar no país

Destaque I 13.12.22

Por: Elaine Silva

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Os senadores baianos Angelo Coronel, Otto Alencar e Jaques Wagner opinaram sobre a legalização dos jogos através do projeto de lei que encontra-se no Senado

A morte do casal de rifeiros Rodrigo da Silva Santos e Hynara Santa Rosa da Silva, assassinados em uma praia na Barra de Jacuípe, em Camaçari, Região Metropolitana de Salvador (RMS), reacendeu uma discussão acerca da legalização dos jogos de azar no Brasil.

A prática, apesar de ser considerada ilegal no país, de acordo com o decreto-lei 9.215, de 30 de abril de 1946, assinado pelo então presidente Eurico Gaspar Dutra, acontece de maneira corriqueira em diversas partes do Brasil, especialmente nos bairros mais humildes das grandes, médias e pequenas cidades.

Atualmente, há o Projeto de Lei (PL nº 442/1991), que versa sobre a legalização de algumas modalidades de jogo atualmente proibidas no Brasil, a exemplo do jogo do bicho, cassinos, bingos e rifas. O texto foi aprovado na Câmara, em fevereiro deste ano, e seguiu para a análise do Senado.

Até então, de lá pra cá, a proposta segue parada na Casa Legislativa, mais especificamente na Presidência do Senado aguardando a escolha do relator. Desde que o assunto voltou à tona, um dos seus principais defensores, aqui na Bahia, é o senador Angelo Coronel (PSD-BA).

Procurado pelo BNews, nesta segunda-feira (12), o parlamentar afirmou que ainda segue defendendo o projeto, citando que as maiores potências do mundo têm os jogos legalizados e o Brasil deveria fazer parte deste bloco. “Jogos são pauta econômica e não de costumes”, disse ele.

Questionado se teria algo a falar sobre as mortes do casal de rifeiros, o pessedista se absteve, mas pontuou que a ilegalidade dos jogos de azar no país traz algumas consequências especialmente no âmbito econômico.

“[O país] deixa de arrecadar novos impostos que serão importantes para fazer frente aos programas sociais do governo, além de levar recursos para cobrir o piso salarial de enfermagem e fisioterapeutas”, salientou.

A reportagem do BNews também procurou os outros dois senadores baianos para falar sobre o assunto: Otto Alencar (PSD-BA) e Jaques Wagner (PT-BA), o primeiro pontuou que apesar de ser “um tema controverso”, ainda não tinha uma posição formada sobre o tema, pois precisava se debruçar acerca do Projeto de Lei.

Já o petista, ex-governador da Bahia, também foi procurado através de sua assessoria de comunicação, mas não foi encontrado até o fechamento deste texto. O espaço segue aberto para eventuais manifestações por parte do senador.

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Casal que vendia rifas na internet é morto a tiros em praia na BA

Nas redes sociais, o casal acumulava mais de 100 mil seguidores até o domingo e era conhecido como DG e Naroka Rifas. Crime ocorreu em Barra do Jacuípe, na cidade de Camaçari, Região Metropolitana de Salvador

O casal Rodrigo da Silva Santos, de 33 anos, e Hynara Santa Rosa da Silva, de 39, que trabalhava com a venda de rifas é morto a tiros na BA (Foto: Reprodução/TV Bahia)

Um casal que trabalhava com a venda de rifas na internet foi morto a tiros, no domingo (11), em uma praia na Barra do Jacuípe, em Camaçari, cidade da Região Metropolitana de Salvador. As vítimas foram identificadas como Rodrigo da Silva Santos, 33 anos, e Hynara Santa Rosa da Silva, de 39.

Nas redes sociais, o casal acumulava mais de 100 mil seguidores até o domingo e era conhecido como DG e Naroka Rifas. Eles foram baleados no peito e na cabeça, e deixam dois filhos.

Horas antes do duplo homicídio, as vítimas curtiam o fim de semana na praia. DG e Naroka compartilharam vídeos em que aparecem em uma moto aquática.

Além disso, Naroka havia postado um vídeo chorando, em uma rede social, após conversar com uma amiga de infância. “Me bateu uma tristeza, estava conversando com uma amiga de infância, e ela está postando um monte de fotos antigas da época de escola, da turminha do interior”, disse.

A rifeira sinalizou também que, ao conversar com a amiga, sentiu falta de ter laços afetivos do passado.

“Ela falou que não tinha nenhuma foto comigo, éramos melhores amigas. Na época, eu ia escola para casa e de casa para a escola, porque eu era escravizada. Não tinha infância, nem adolescência, e sinto falta desses laços que são tão bons para nossa vida. Por isso hoje eu faço de tudo pelos meus filhos”, complementou.

Segundo informações da Polícia Civil, equipes do Serviço de Investigação foram ao local do crime (Silc/RMS) e realizaram os levantamentos iniciais. Foram expedidas guias periciais e de remoção dos corpos.

Os corpos de Rodrigo e Hynara estão no Instituto Médico Legal (IML) de Salvador. Eles foram enterrados na tarde desta segunda-feira (12), no Cemitério Bosque da Paz, também na capital.

A autoria e a motivação crime serão investigadas pela 33ª delegacia de Monte Gordo. (veja o vídeo sobre o crime no g1 BA e TV Bahia)

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