MP que reajusta a tributação das bets em 50% tem nova votação adiada para véspera de prazo final

Apostas I 02.10.25

Por: Magno José

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MP das aplicações financeiras e das bets tem votação adiada para véspera de prazo final
Governo vê tempo escasso para negociar mudanças em MP alternativa ao IOF, mas acredita em aprovação. Nos bastidores da Câmara, porém, líderes partidários afirmam não ver chances reais de aprovação (Foto: Carlos Moura – Agência Senado)

A comissão da MP que aumenta impostos, inclusive das Bets em 50%, para elevar a arrecadação adiou para terça-feira (7), às 9h, a votação do parecer do deputado Carlos Zarattini (PT-SP) sobre a proposta. A sessão estava marcada para esta quinta-feira (2), mas o governo decidiu postergar mais uma vez a reunião por identificar um risco de que fosse rejeitada.

A MP aumenta impostos sobre fintechs, títulos de investimentos, bets (casas de apostas) e criptoativos, além de medidas para contenção de gastos, como mudanças no seguro-defeso dos pescadores.

Segundo o relator, muitos parlamentares já terão viajado na quinta-feira e havia risco de perder votos importantes. “Temos maioria para aprovar, mas está apertada”, disse Zarattini. A medida provisória terá que ser aprovada na comissão e nos plenários da Câmara dos Deputados e no Senado Federal até quarta-feira (8), ou perderá a validade.

Apesar do novo adiamento da votação da MP, a equipe econômica do governo mantém a confiança na aprovação da proposta, considerada fundamental para fechar as contas de 2025 e 2026.

A discussão passou para a próxima a véspera do fim do prazo da MP, em meio à resistência da bancada ruralista e de setores financeiros. Interlocutores do governo argumentam, contudo, que também era do interesse do Palácio do Planalto adiar a votação da MP para próxima semana, para tentar construir acordos sobre o texto, já que os últimos dias foram tomados pela negociação em torno da ampliação da isenção do Imposto de Renda.

A avaliação é que, apesar do tempo escasso, ainda é possível aprovar a MP dentro do prazo. Nos bastidores da Câmara, porém, líderes partidários afirmam não ver chances reais de aprovação.

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, também destacou a importância da proposta e disse que o Ministério da Fazenda está negociando pontos com o relator, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), e com os líderes da Câmara. “Essa é uma matéria que a gente tem que priorizar”, comentou ao O Globo.

Em linhas gerais, a MP altera a tributação de ativos financeiros e aumenta a taxação de bets e fintechs. O texto foi construído após a forte resistência do Congresso ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que forçou a redução da medida pelo governo.

Um dos pontos mais polêmicos é o fim da isenção de Imposto de Renda de títulos como Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e Imobiliário (LCI). A ideia era tributar uma série de títulos isentos em 5%, mas o relator, em acordo com a Fazenda, recuou da taxação de debêntures incentivadas, além de Certificados de Recebíveis Agropecuários (CRA) e Imobiliários (CRI), e aumentou a alíquota de LCI e LCA para 7,5%.

 


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