Investigados por jogos ilegais em Montes Claros fecham acordo com Ministério Público de Minas Gerais

Um grupo de pessoas investigadas por exploração ilegal de jogos de azar em Montes Claros, no Norte de Minas, firmou um Acordo de Não Persecução Penal com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). O acordo foi homologado neste mês pela Vara de Execuções Penais e Inquéritos Policiais da Comarca de Montes Claros, após investigações iniciadas com a operação Castelo de Cartas, em setembro de 2024.
Os investigados, entre eles um casal de influenciadores digitais que promovia “rifas virtuais”, assumiram a responsabilidade pelos atos ilícitos e se comprometeram a cumprir medidas reparatórias. Segundo informações do Estado de Minas, as indenizações serão direcionadas a projetos selecionados pela Vara de Execuções Penais da Comarca de Montes Claros, incluindo valores referentes a danos morais coletivos.
A operação Castelo de Cartas identificou um esquema de lavagem de dinheiro vinculado à exploração de jogos de azar. Os policiais constataram que os envolvidos utilizavam plataformas digitais para realizar sorteios ilegais e captar recursos de forma irregular.
O casal de influenciadores alvo principal da operação residia em Montes Claros e usava sua presença nas redes sociais para atrair participantes para as atividades proibidas. Durante as investigações, as autoridades bloquearam bens no valor de R$ 4.875.220,55 e apreenderam um veículo de alto valor.
De acordo com o MPMG, os valores obtidos ilegalmente eram ocultados por meio de transações bancárias entre os investigados e suas empresas. O dinheiro também era usado para adquirir veículos importados, imóveis e itens de luxo.
Para manter a validade do acordo, os investigados não poderão voltar a promover sorteios ou ações ilegais. Além disso, terão que divulgar um vídeo em suas redes sociais reconhecendo as condutas ilegais e alertando seus seguidores sobre os riscos associados às apostas.
As investigações apontaram que, para disfarçar as atividades ilícitas, os envolvidos faziam doações de parte dos valores arrecadados e publicavam comprovantes de pagamento de impostos em suas redes sociais. Os inquéritos policiais também encontraram indícios de que os sorteios eram direcionados, com prêmios destinados a pessoas ligadas aos próprios investigados.
Os valores específicos das indenizações que serão pagas e os projetos que receberão os recursos ainda não foram divulgados. Também não há informações sobre outros possíveis envolvidos no esquema que possam ser alvo de fases subsequentes da operação.


