Investigados por jogos ilegais em Montes Claros fecham acordo com Ministério Público de Minas Gerais

Blog do Editor I 27.12.25

Por: Magno José

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Investigados por jogos ilegais em Montes Claros fecham acordo com Ministério Público de Minas Gerais
Operadores de esquema criminoso de lavagem de dinheiro relacionado à exploração ilegal de jogos de azar arcarão com indenizações e com outras medidas (Foto: Divulgação)

Um grupo de pessoas investigadas por exploração ilegal de jogos de azar em Montes Claros, no Norte de Minas, firmou um Acordo de Não Persecução Penal com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). O acordo foi homologado neste mês pela Vara de Execuções Penais e Inquéritos Policiais da Comarca de Montes Claros, após investigações iniciadas com a operação Castelo de Cartas, em setembro de 2024.

Os investigados, entre eles um casal de influenciadores digitais que promovia “rifas virtuais”, assumiram a responsabilidade pelos atos ilícitos e se comprometeram a cumprir medidas reparatórias. Segundo informações do Estado de Minas, as indenizações serão direcionadas a projetos selecionados pela Vara de Execuções Penais da Comarca de Montes Claros, incluindo valores referentes a danos morais coletivos.

A operação Castelo de Cartas identificou um esquema de lavagem de dinheiro vinculado à exploração de jogos de azar. Os policiais constataram que os envolvidos utilizavam plataformas digitais para realizar sorteios ilegais e captar recursos de forma irregular.

O casal de influenciadores alvo principal da operação residia em Montes Claros e usava sua presença nas redes sociais para atrair participantes para as atividades proibidas. Durante as investigações, as autoridades bloquearam bens no valor de R$ 4.875.220,55 e apreenderam um veículo de alto valor.

De acordo com o MPMG, os valores obtidos ilegalmente eram ocultados por meio de transações bancárias entre os investigados e suas empresas. O dinheiro também era usado para adquirir veículos importados, imóveis e itens de luxo.

Para manter a validade do acordo, os investigados não poderão voltar a promover sorteios ou ações ilegais. Além disso, terão que divulgar um vídeo em suas redes sociais reconhecendo as condutas ilegais e alertando seus seguidores sobre os riscos associados às apostas.

As investigações apontaram que, para disfarçar as atividades ilícitas, os envolvidos faziam doações de parte dos valores arrecadados e publicavam comprovantes de pagamento de impostos em suas redes sociais. Os inquéritos policiais também encontraram indícios de que os sorteios eram direcionados, com prêmios destinados a pessoas ligadas aos próprios investigados.

Os valores específicos das indenizações que serão pagas e os projetos que receberão os recursos ainda não foram divulgados. Também não há informações sobre outros possíveis envolvidos no esquema que possam ser alvo de fases subsequentes da operação.

 

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