Falta de informação e avaliação equivocada amplifica o preconceito contra os jogos

O artigo ‘Cassinos no Brasil: uma oportunidade & uma preocupação’ de autoria da especialista em turismo, Oreni Braga e veiculado no portal Amazonas Atual tem elementos positivos, mas uma manifestação completamente equivocada, que amplifica o preconceito contra os jogos.
“Outra preocupação é a possível legalização de outros tipos de jogos que não trazem benefícios ao país, da proliferação da prostituição e do crime organizado”.
Vamos aos fatos
O Brasil terá que decidir se mantém a grande oferta de jogos não regulados na clandestinidade, com a possibilidade de migração cada vez mais para estruturas verdadeiramente criminosas. A maioria dos países convivem harmonicamente com todas as modalidades legalizadas, regulamentadas e sob controle do Estado.
Somente aqui no Brasil, ficamos com este equivocado e malicioso discurso, que só devemos legalizar os cassinos em resorts integrados para favorecer meia dúzia de grupos norte-americanos. O melhor para o país é legalizar todas as modalidades: geram tributos, geram investimentos, geram empregos e protege o cidadão dos jogos clandestinos.
Com relação a prostituição, recorro a uma orientação do saudoso Ciro Batelli. “Os cassinos não estimulam a prostituição porque esta milenar atividade é concorrente da casa de jogos. A prostituta retira o jogador do cassino”.
Já com relação a afirmação que a legalização dos jogos poderá gerar uma proliferação do crime organizado. A especialista inverte o valor da situação, pois o cenário de clandestinidade alimenta os crimes paralelos e a impossibilidade de regras claras que transformam em riscos calculados os problemas oriundos da patologia dos jogadores e os riscos inerentes à lavagem de dinheiro em casinos e ambientes de jogos.


