Liberação de jogos de azar poderia gerar R$ 50 bi para o Renda Cidadã, diz senador

Destaque I 27.10.20

Por: Elaine Silva

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Senador Angelo Coronel (PSD-BA) (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)
O senador Ângelo Coronel (PSD-BA), relator de um projeto no Congresso que determina a liberação de jogos de azar no Brasil, disse hoje à Rádio Bandeirantes que a medida poderia gerar cerca de R$ 50 bilhões de impostos ao país, dinheiro que poderia ser utilizado na criação de programas sociais para o pós-pandemia, como o Renda Cidadã. Segundo ele, o projeto deve ser apresentado em breve ao ministro da Economia, Paulo Guedes.
“Quando falamos em ‘jogos de fortuna’ estamos falando em jogo do bicho, caça-níquel, bingos, jogos eletrônicos. Todos são feitos há muito tempo na clandestinidade, sem o governo arrecadar um real. Tenho conversado com pessoas ligadas ao segmento e elas são unânimes em querer que as modalidades sejam regularizadas. O governo federal quer ampliar o Bolsa Família da faixa de R$ 100 para R$ 300 e aumentar também o número de pessoas contempladas. Mas não se pode aumentar as despesas sem aumentar a fonte de receita. Aí surgiu nossa ideia de indexar a legalização dos jogos e destinar os recursos ao Renda Cidadã.”
“A ideia é muito boa. Não inventamos nada. Só cobramos o que já existe (…). Não estamos descobrindo a pólvora, só seguindo uma tendência mundial. Hoje o brasileiro sai daqui e vai para o Uruguai jogar em cassino. A hipocrisia é grande, querem colocar o jogo como se fosse costume, mas não é, é uma atividade empresarial.”
De acordo com o senador, com uma eventual legalização, a projeção de entrada de impostos seria em torno de R$ 50 bilhões ao ano, tomando por base o PIB brasileiro.
“Na Itália, 1,6% do PIB é fruto dos jogos. Se tomarmos por base o PIB do Brasil, vamos ter receita anual de mais R$ 50 bilhões. Para se ter ideia, o Bolsa Família tem hoje no orçamento R$ 33 bilhões, destinados a 14,5 milhões de pessoas. Se arrecadarmos mais R$ 50 bilhões, vamos para R$ 83 bilhões. Podemos dobrar o número de assistidos e aumentar o valor, montar um programa social bonito.”
O senador também não esconde que, embora os jogos sejam atualmente proibidos, ele é um apostador frequente. “Já joguei, sim. Quando sonho com cobra ou borboleta procuro um cambista para jogar. Não tenho vergonha nenhuma em falar nisso. Seria hipocrisia.” (Redação Band.uol.com.br – com Rádio Bandeirantes)


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