Humberto Trezzi: “Hora de legalizar o jogo?”

Na quarta-feira (15), a Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados realiza audiência pública sobre a legalização dos jogos de azar no Brasil. O atual presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), e o ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro, Ciro Nogueira, se mostram favoráveis à iniciativa.
Fala-se até em votar a proposta até o fim do ano – o que, conhecendo os interesses em jogo e os vaivéns dos deputados, duvido que aconteça. Mas a questão é que o assunto voltou com força.
Particularmente, tenho opinião formada a respeito: sou favorável. Não gosto de jogo, não tenho qualquer fetiche por apostas, mas entendo que a clandestinidade só favorece o crime organizado.
As facções criminosas também pensam assim e agem. Nos últimos tempos, cresceu exponencialmente o volume de extorsões praticadas por quadrilhas contra donos de bingos, caça-níqueis e bicheiros, como mostramos em reportagem do Grupo de Investigação da RBS (GDI).
O que o cidadão comum tem a ver com essa disputa? Ora, cada vez que a facção se adona de uma casa de jogos, a usa para faturar e para ocultar seus bens, o dinheiro. Em resumo: o crime organizado se fortalece.
Além disso, problemas nesse campo são resolvidos à bala. Como os bicheiros e donos de bingo não estão dispostos a entregar de mão beijada seus negócios, é possível prever batalhas sangrentas, que muitas vezes atingem a comunidade. Quem diz isso são os próprios policiais, que foram procurados esta semana pelos maiores banqueiros do bicho em São Borja, acossados por uma facção que tem cometido assaltos contra os que não colaboram.
Tudo isso, me parece, seria mais fácil de resolver se o jogo fosse legalizado. Pelo menos o poder público cobraria impostos. Em contrapartida, os empresários da jogatina poderiam exigir proteção policial, algo a que agora não têm direito.
Hora de pensar com seriedade no assunto. Até porque nos países vizinhos (e no Primeiro Mundo) o jogo é legalizado, e o mundo não caiu por lá.
Fala-se até em votar a proposta até o fim do ano – o que, conhecendo os interesses em jogo e os vaivéns dos deputados, duvido que aconteça. Mas a questão é que o assunto voltou com força.
Particularmente, tenho opinião formada a respeito: sou favorável. Não gosto de jogo, não tenho qualquer fetiche por apostas, mas entendo que a clandestinidade só favorece o crime organizado.
As facções criminosas também pensam assim e agem. Nos últimos tempos, cresceu exponencialmente o volume de extorsões praticadas por quadrilhas contra donos de bingos, caça-níqueis e bicheiros, como mostramos em reportagem do Grupo de Investigação da RBS (GDI).
O que o cidadão comum tem a ver com essa disputa? Ora, cada vez que a facção se adona de uma casa de jogos, a usa para faturar e para ocultar seus bens, o dinheiro. Em resumo: o crime organizado se fortalece.
Além disso, problemas nesse campo são resolvidos à bala. Como os bicheiros e donos de bingo não estão dispostos a entregar de mão beijada seus negócios, é possível prever batalhas sangrentas, que muitas vezes atingem a comunidade. Quem diz isso são os próprios policiais, que foram procurados esta semana pelos maiores banqueiros do bicho em São Borja, acossados por uma facção que tem cometido assaltos contra os que não colaboram.
Tudo isso, me parece, seria mais fácil de resolver se o jogo fosse legalizado. Pelo menos o poder público cobraria impostos. Em contrapartida, os empresários da jogatina poderiam exigir proteção policial, algo a que agora não têm direito.
Hora de pensar com seriedade no assunto. Até porque nos países vizinhos (e no Primeiro Mundo) o jogo é legalizado, e o mundo não caiu por lá.
(*) Humberto Trezzi é colunista e publicou este artigo no Portal GauchaZH-RS.


