Pesquisa do IBGE identificou que, em média, os brasileiros gastam por mês R$ 10,08 em apostas e jogos de azar

Destaque I 21.10.21

Por: Magno José

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Pelo resultado da POF é possível acompanhar o gasto médio das famílias brasileiras com jogos e apostas nas loterias legalizadas, título de capitalização, rifa e nas modalidades não reguladas como o jogo do bicho e bingo

A Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018 – Perfil das Despesas, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e analisada pelo BNLData identificou que, em média, os brasileiros gastam por mês R$ 10,08 em apostas e jogos de azar.

As Pesquisas de Orçamentos Familiares realizadas pelo IBGE visam disponibilizar informações sobre a composição dos orçamentos domésticos e as condições de vida da população brasileira, incluindo a percepção subjetiva da qualidade de vida, além de gerar bases de dados e estudos sobre o seu perfil nutricional.

Pelo resultado da POF é possível acompanhar o gasto médio das famílias brasileiras com jogos e apostas nas loterias legalizadas, título de capitalização, rifa e nas modalidades não reguladas como o jogo do bicho e bingo.

O formulário da POF sobre ‘Jogos e Apostas’ perguntou para os entrevistados no período de referência de 7 dias o valor gasto com as seguintes modalidades: Mega-Sena, Lotomania, Lotofácil, Quina, Loteca, Loteria Federal, Raspadinha, Tele Sena, Rifa, Bingo e Jogo do Bicho.

Pelo resultado da pesquisa é possível conferir o gasto médio das famílias brasileiras com jogos e apostas a nível nacional (R$ 10,08), na área urbana (R$ 10,80), na área rural (R$ 5,55) e por Regiões: Norte (R$ 8,14), Nordeste (10,05), Sudeste (8,69), Sul (R$ 12,93) e Centro Oeste (R$ 14,12).

Segundo os dados da POF, o Centro Oeste é a região com o maior gasto em jogos e apostas com R$ 14,12 e o Distrito Federal tem uma forte influência no resultado, pois além de ser a segunda unidade da Federação em vendas das Loterias Caixa, a capital federal registra a maior faixa de gastos com apostas da pesquisa de rendimento familiar entre os que ganham de R$ 14 mil e R$ 23 mil com R$ 69,51.

Neste momento em que as loterias estaduais estão sendo reativadas, a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) é muito útil para as empresas que estão interessadas em ingressar neste mercado e/ou estão participando dos processos de Procedimento de Manifestação de Interesse para produção de estudos para reativação das loterias estaduais.

***

Confira abaixo a íntegra do resultado da POF – IBGE – 2017-2018:

Jogos e apostas

Despesas monetária e não monetária média mensal familiar

 

Nacional

Rendimento total familiar (R$) Despesa média (R$)
Até 1.908,00 4,26
Mais de 1.908 a 2.862 5,88
Mais de 2.862 a 5.724 9,80
Mais de 5.724 a 9.540 15,18
Mais de 9.540 a 14.310 16,80
Mais de 14.310 a 23.850 29,36
Mais de 23.850 27,91
Média Nacional 10,08

 

Área Urbana

Rendimento total familiar (R$) Despesa média (R$)
Até 1.908,00 4,55
Mais de 1.908 a 2.862 6,31
Mais de 2.862 a 5.724 9,85
Mais de 5.724 a 9.540 15,59
Mais de 9.540 a 14.310 17.06
Mais de 14.310 a 23.850 29,92
Mais de 23.850 28,02
Média Nacional Urbana 10,80

 

Área Rural

Rendimento total familiar (R$) Despesa média (R$)
Até 1.908,00 3,37
Mais de 1.908 a 2.862 3,82
Mais de 2.862 a 5.724 9,35
Mais de 5.724 a 9.540 8,60
Mais de 9.540 a 14.310 10,66
Mais de 14.310 a 23.850 13,88
Mais de 23.850 24,94
Média Nacional Rural 5,55

 

Região Norte

Rendimento total familiar (R$) Despesa média (R$)
Até 1.908,00 4,73
Mais de 1.908 a 2.862 7,81
Mais de 2.862 a 5.724 8,97
Mais de 5.724 a 9.540 17,17
Mais de 9.540 a 14.310 9,37
Mais de 14.310 a 23.850 14,69
Mais de 23.850 35,62
Média Norte 8,14

 

Região Nordeste

Rendimento total familiar (R$) Despesa média (R$)
Até 1.908,00 4,57
Mais de 1.908 a 2.862 6,45
Mais de 2.862 a 5.724 13,57
Mais de 5.724 a 9.540 25,00
Mais de 9.540 a 14.310 24,33
Mais de 14.310 a 23.850 32,59
Mais de 23.850 28,79
Média Nordeste 10,05

 

Região Sudeste

Rendimento total familiar (R$) Despesa média (R$)
Até 1.908,00 3,09
Mais de 1.908 a 2.862 4,03
Mais de 2.862 a 5.724 8,20
Mais de 5.724 a 9.540 11,41
Mais de 9.540 a 14.310 15,18
Mais de 14.310 a 23.850 18,67
Mais de 23.850 23,93
Média Sudeste 8,69

 

Região Sul

Rendimento total familiar (R$) Despesa média (R$)
Até 1.908,00 5,44
Mais de 1.908 a 2.862 6,94
Mais de 2.862 a 5.724 10,09
Mais de 5.724 a 9.540 17,73
Mais de 9.540 a 14.310 18,96
Mais de 14.310 a 23.850 34,80
Mais de 23.850 44,43
Média Sul 12,93

 

Região Centro Oeste

Rendimento total familiar (R$) Despesa média (R$)
Até 1.908,00 5,06
Mais de 1.908 a 2.862 9,64
Mais de 2.862 a 5.724 9,85
Mais de 5.724 a 9.540 14,61
Mais de 9.540 a 14.310 13,84
Mais de 14.310 a 23.850 69,51
Mais de 23.850 24,80
Média Centro Oeste 14,12

 

65,8% consideram seu lazer bom ou satisfatório e 34,1%, ruim

A pesquisa também captou a avaliação subjetiva das famílias entrevistadas sobre o seu padrão de lazer entre 2017 e 2018. Cerca de 35,1% das pessoas pertenciam a famílias que avaliaram como bom seu padrão de vida em relação à qualidade dos serviços públicos e privados de lazer a que os membros da família tiveram acesso no período. Já 30,7% consideraram esse aspecto como satisfatório e 34,1%, ruim.

Entre as 35,1% das pessoas em famílias que avaliaram como bom o seu padrão de lazer, 16,5% eram integrantes de famílias chefiadas por brancos e 18,2% compunham famílias cuja pessoa de referência era preta ou parda. No outro extremo das avaliações, a diferença entre os dois segmentos foi maior: dos 34,1% das pessoas que pertenciam as famílias que avaliaram seu lazer como ruim, 12,1% eram de famílias com pessoa de referência branca e 21,6% integravam famílias chefiadas por pretos ou pardos.

Entre os 10% das famílias com os maiores rendimentos, 54,0% das pessoas estavam em famílias que avaliaram seu padrão de lazer como bom e 14,0% como ruim. Por outro lado, entre os 40% das famílias com os menores rendimentos, apenas 29,0% das pessoas pertenciam a famílias que consideraram bom o seu padrão de lazer, enquanto 42,0% o avaliaram como ruim.

Outros dados

Segundo os dados da POF, 72,4% das famílias brasileiras vivem com alguma dificuldade para pagar despesas mensais, como contas, alimentos e aluguéis. Os gastos com fumo foram, em média, de R$ 17,40. Já em relação à compra de arroz, os brasileiros pagaram R$ 12,70 e desembolsam R$ 5,90 com feijão.

De acordo com o levantamento, faturas de água, luz e gás foram as que registraram os maiores índices de inadimplentes neste período. Entre o grupo analisado, 44,4% das unidades familiares são de pessoas negras, enquanto 27% são de membros majoritariamente brancos.

O levantamento também mostra que 83,3% dos brasileiros viviam, no período, em famílias onde um ou mais membros tinham acesso a pelo menos um dos serviços financeiros considerados no estudo: 66,2% tinham acesso a conta-corrente, 49,9% a cartão de crédito, 55,9% a caderneta de poupança, e 19,5% a cheque especial. Já 16,7% viviam em famílias que não declararam acesso a esses serviços, das quais 11,7% eram integrantes de famílias com pessoas de referência pretas ou pardas e 4,8% eram de famílias com pessoa de referência branca.


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