Além do presidente, americanos votam questões polêmicas como loterias e cassinos.

Loteria I 27.10.04

Por: sync

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Sim ou não para o casamento homossexual, a lei da maconha ou a abertura dos cassinos? No próximo dia 2 de novembro os americanos votarão também sobre estas questões polêmicas, que os deixam quase sempre tão divididos como a eleição presidencial. No total, os eleitores de 32 Estados devem decidir sobre 157 questões locais, entre elas 16 somente na Califórnia, campeã da democracia, segundo os cálculos do IRI (Instituto de Iniciativa e Referendo). Este ano, o número de assuntos submetidos à votação é sensivelmente inferior ao dos 202 apresentados nas legislativas de 2002, o que reflete uma melhora nas finanças locais. "Os Estados saíram da crise orçamentária e têm menos necessidade de pedir aos eleitores a aprovação de novos impostos", diz John Matsusaka, presidente do IRI. O casamento entrou no lugar das finanças. De Arkansas a Utah, 11 Estados convocaram os cidadãos a decidir se o matrimônio deve ser definido como "união entre um homem e uma mulher". Trata-se desta forma de impedir formalmente o casamento homossexual depois da decisão de autorizar adotada pela Justiça de Massachusetts, medida que motivou um grande debate nacional, envolvendo inúmeras cidades, como San Francisco (Califórnia), que chegou a realizar centenas de casamentos entre pessoas do mesmo sexo. A zona rural também participa dessas discussões, como na Geórgia, com manifestações de defensores dos direitos dos homossexuais, ou em Michigan, onde os padres tomaram partido. A maioria dos Estados deve se pronunciar contra o casamento gay, seguindo o exemplo do Missouri e da Louisiana, que o proibiram com 71% e 78% dos votos em outubro e setembro, respectivamente. Muito acompanhado porque poderá determinar o resultado da eleição presidencial, um referendo será realizado no Colorado sobre a redistribuição dos grandes eleitores encarregados de escolher o novo presidente. Em caso de vitória do sim, o candidato que liderar a presidencial neste Estado não terá mais a totalidade dos votos dos nove grandes eleitores, que passarão a ser atribuídas proporcionalmente. Em Oklahoma, os eleitores vão votar sobre a criação de uma loteria do Estado. Os interesses das tribos indígenas nos cassinos estarão em jogo na Califórnia, enquanto a instalação de máquinas caça-níquel será discutida na Flórida. A maconha será votada no Alasca e em Oregon, onde os eleitores se pronunciarão sobre a legalização de seu uso medicinal. No Alasca, uma proposta é ainda mais polêmica: os caçadores podem continuar matando ursos com pedaços de carne envenenada? Em panfletos e anúncios publicitários, alguns defendem uma antiga tradição, outros pedem uma caça "limpa". Os caçadores do Alasca são autorizados a matar cerca de 650 ursos por ano. No dia 2 de novembro, o eleitor californiano terá a missão mais árdua: a de responder a 16 questões, a maioria delas complexas. Eles se pronunciarão sobre um ambicioso plano de US$ 3 bilhões para a pesquisa sobre as células-tronco, assim como sobre questões jurídicas, orçamentárias e políticas.Agência France Press


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