Análise: Ásia é o motivo para o Sands vender cassinos de Las Vegas. Grupo poderá desistir do Brasil, a exemplo do Japão

Destaque I 29.10.20

Por: Elaine Silva

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A crise imposta pela pandemia da Covid-19, obrigou Sheldon Adelson a desistir do Japão e poderá abandonar o desejo de investir no Brasil

Comentamos neste espaço que os atores políticos brasileiros, que acreditam nas promessas do Sheldon Adelson, descobririam em algum momento que o CEO do Grupo Sands esteve o tempo todo vendendo terreno na lua. Os últimos movimentos do bilionário dos cassinos comprovam a tese.

Reportagem veiculada pelo Ponto Final, revela os motivos da decisão do grupo Las Vegas Sands em vender os cassinos de Las Vegas por cerca de US$ 6 bilhões. O CEO optou em manter os investimentos na ampliação do Marina Bay Sands, em Cingapura e na remodelação do Sands Cotai Central, em Macau. Além disso, os especialistas citam a necessidade de manutenção dos empregos dos funcionários dos cassinos resorts de Macau para tentar garantir a uma das seis concessões dos cassinos, que expiram em junho de 2022.

A crise imposta pela pandemia da Covid-19, obrigou Sheldon Adelson a anunciar a desistência de disputar uma das três licenças para implantar resorts integrados com cassinos no Japão e poderá também significar um adeus as pretensões do bilionário investir US$ 15 bilhões no Brasil com legalização de cassinos.

A insistência pelo modelo resorts integrados poderá significar o mesmo resultado do Japão. O governo japonês sucumbiu ao lobby das grandes corporações, legalizou a atividade em 2016 e instituiu apenas três licenças. Agora estão assistindo a desistência dos grandes operadores pela incapacidade de aportar ‘vultosos’ investimentos.

A sabedoria neste momento seria legalizar a demanda do mercado e os cassinos urbanos e considerar a implantação dos cassinos resorts a longo prazo.

Fica a dica!


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