Audiência sobre briga por prêmio da Mega-Sena no Mato Grosso do Sul termina sem acordo

Loteria I 14.04.23

Por: Magno José

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Lotérica Zebrinha onde foi registrada a aposta vencedora do prêmio de R$ 27,7 milhões na Mega-Sena (Foto: Divulgação)

Não houve acordo algum na audiência de conciliação realizada ontem, quarta-feira (12), na 4ª Vara Cível de Dourados acerca do processo instaurado por um comerciante da cidade que sustenta ter sido trapaceado na hora de receber o prêmio da Mega-Sena que havia ganho em julho do ano passado. Um grupo de 12 ou 20 pessoas deveriam repartir R$ 27,7 milhões, pois a aposta deles foi a única a acertar os seis números da loteria que estava acumulada.

Ao todo, quatro participantes foram à Justiça por discordarem do valor que receberam pelo prêmio.

Um comerciante disse que já “há anos” um grupo de 12 pessoas jogava juntos. O bolão não era igual aos vendidos em lotéricas. Havia um organizador, que seria funcionário da lotérica Zebrinha, situada no shopping de Dourados, a segunda potência econômica de Mato Grosso do Sul, a 251 quilômetros de Campo Grande.

O comerciante queixou-se na denúncia que ficou sabendo que era um dos felizardos dono do prêmio por meio de notícias divulgadas nos sites de notícias da cidade. O organizador não lhe avisou e também demorou a liberar o valor da bolada, reforçando as desconfianças.

O denunciante disse ter recebido R$ 690 mil, mas ele garante que teria direito a R$ 2,3 milhões, já que o prêmio deveria ser dividido entre 12.

Disse que procurou o organizador, que teria dito ao comerciante que o valor recebido referia-se a metade uma cota do jogo.

Outro questionamento do comerciante: o organizador do jogo teria dito a ele que 20 pessoas participaram da aposta, não 12.

Diante dos desentendimentos, o comerciante registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil uma semana depois de ganhar o prêmio. O caso virou processo em agosto do ano passado.

O denunciante, por meio de seu advogado, tentou convencer a Justiça de que há irregularidade na partilha do dinheiro, mas a apelação foi negada.

Na audiência de ontem, havia a expectativa de as partes chegarem a um acordo, mas isso não aconteceu. O organizador não apareceu no fórum e foi representado pelo advogado.

Há novas audiências agendadas, uma delas no Tribunal de Justiça, para maio.

O Correio do Estado tentou conversar com o organizador do jogo e o comerciante, mas até a publicação deste material, não tinha conseguido. Caso eles se manifestem, o material será reeditado.

 

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