CEO da Ana Gaming desabafa após banco pedir retirada de investimentos

Marco Tulio Oliveira, CEO da Ana Gaming, dona das bets 7K, Cassino.bet e Vera.bet, publicou um desabafo no LinkedIn após ser informado por um banco da Faria Lima que deveria retirar todos os seus investimentos da instituição. O motivo alegado pela instituição foi sua atuação como executivo do setor de apostas.
A história foi publicada nesta quarta-feira (2/7) pela Coluna Capital do Globo Online e confirmada pelo BNLData. A Ana Gaming opera de forma regulamentada e autorizada pelo governo federal, conforme destacou o próprio Oliveira em sua publicação.
O executivo não revelou o nome do banco, descrevendo-o apenas como “uma das maiores instituições financeiras do Brasil”. A divisão private da instituição, voltada a clientes multimilionários, já o atendia há muitos anos. Oliveira assumiu o cargo de CEO da Ana Gaming em fevereiro de 2025.
Em sua publicação, ele questionou o tratamento recebido por profissionais de empresas regulamentadas. “Faz sentido que profissionais que atuam em empresas autorizadas, fiscalizadas e regulamentadas pelo governo federal sejam tratados como se fizessem parte de uma atividade ilegal?”, escreveu. Antes de assumir a Ana Gaming, o executivo fez carreira na Localiza, na Unidas e no Banco Rural.
Dificuldade de distinção no setor
Para Oliveira, o problema central é a incapacidade do mercado financeiro de separar operadores legais dos ilegais. Segundo ele, “mesmo após a regulamentação, ainda existe uma enorme dificuldade em diferenciar empresas que cumprem exigências regulatórias rigorosas daquelas que continuam operando ilegalmente”.
O CEO ampliou a crítica ao questionar se “uma minoria que atua à margem da lei acaba definindo a percepção sobre um setor inteiro”. Em seguida, acrescentou: “O debate sobre o setor é legítimo e necessário. Jogo responsável, proteção ao usuário e fiscalização devem estar sempre no centro da discussão. Mas me preocupa muito quando empresas que geram milhares de empregos, recolhem impostos, investem em tecnologia, contratam fornecedores e operam dentro das regras acabam sendo colocadas no mesmo grupo daquelas que atuam fora delas.”

