Deputado diz que auxílio emergencial deve continuar, mas não deve ser pago com dinheiro da educação

Destaque I 24.02.21

Por: Elaine Silva

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O parlamentar baiano reconhece a importância da continuidade do auxílio, mas defende que a equipe econômica do governo aumente a receita dos cofres públicos através da legalização dos jogos de azar

O deputado Bacelar (Podemos) criticou, nesta segunda-feira (22), o relatório preliminar da PEC Emergencial (186/2019) que prorroga o auxílio emergencial em 2021 e também acaba com a exigência de gastos mínimos em educação da União, estados e municípios, previsto na Constituição.

O texto foi elaborado pelo senador Márcio Bittar (MDB/AC) e, na prática, significa retirar os investimentos da educação pública para, dentre outras coisas, financiar a prorrogação do auxílio emergencial, pago durante a pandemia. Ainda não há um valor ou previsão de parcelas para a prorrogação do auxílio emergencial, mas acredita-se que será entre R$250 e R$300, por 4 meses. Bittar também quer acabar com a subvinculação dos recursos da saúde.

Bacelar criticou o emedebista ao afirmar que a ala governista quer acabar de vez com a educação e enterrar o Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica), principal mecanismo de redistribuição de recursos da educação de forma mais justa e eficiente. “Se aprovada, a PEC vai diminuir os investimentos educacionais, além de inviabilizar a implementação do Fundeb, uma das poucas conquistas educacionais em 2020. O fundo é para educação básica e não para outros fins. A transferência de recursos coloca em risco a educação de milhares de jovens brasileiros” disparou.

O parlamentar baiano reconhece a importância da continuidade do auxílio, mas defende que a equipe econômica do governo aumente a receita dos cofres públicos através da legalização dos jogos de azar, taxação de grandes fortunas e tributação lucros e dividendos. “Tem que cortar os gastos na carne, rever algumas renúncias fiscais, ir atrás de sonegadores de impostos. O que não pode é tirar de serviços básicos e essenciais. É inaceitável” concluiu. (Política Livre)

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