Namorada de advogado assassinado diz à polícia que vítima trabalhava com ‘cassinos on-line’ e estava com dificuldades financeiras

Blog do Editor I 05.03.24

Por: Magno José

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Rodrigo Marinho Crespo foi assassinado à luz do dia no último dia 26, no Centro do Rio

Em depoimento à polícia, a namorada do advogado Rodrigo Marinho Crespo, assassinado à luz do dia no último dia 26, no Centro do Rio, disse que a vítima passava por problemas financeiros e estava advogando para pessoas vinculadas a “cassinos on-line”. Dias antes do crime, Crespo teria dito para ela que estaria arrecadando fundos para abrir um novo negócio e que faltava encontrar o “operador”, revela reportagem do Globo Online.

À polícia, a namorada contou que o advogado estava animado por começar a trabalhar com cassinos: ” No mês de dezembro de 2023, Rodrigo disse que iria advogar para o cassino online e estava muito empolgado, pois acreditava que iria ganhar muito dinheiro”, relatou ela.

Durante o depoimento, a namorada da vítima relatou que Crespo perdeu clientes importantes recentemente e que vendeu seu carro, uma Mercedes Benz, por enfrentar problemas financeiros. No sábado, dia 24, ele teria saído para encontrar um homem chamado “Marcelo”, “para tratar de assuntos de negócio”. De acordo com ela, ele seria o “operador” que Crespo procurava.

O sócio de Crespo, no entanto, negou a informação sobre os cassinos e disse que o advogado era uma pessoa muito estudiosa e teria feito um artigo sobre o assunto. Também confessou que estava afastado da vítima “pois estavam em momentos diferentes da vida”.

A irmã do advogado disse, também em depoimento, que Crespo estava estudando sobre a regulamentação de jogos no Brasil e que queria entrar no mercado.

O advogado foi atingido por disparos quando estava na Avenida Marechal Câmara, próximo às sedes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Ministério Público e da Defensoria Pública.

Nesta segunda-feira, policiais da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) iniciaram uma operação em busca do policial militar do 15º BPM (Duque de Caxias) Leandro Machado da Silva, de 39 anos, e Eduardo Sobreira Moraes, de 47. Além dos mandados de prisão, os agentes cumprem mandados de busca e apreensão em endereços ligados a eles, já considerados foragidos. A sede do batalhão de Duque de Caxias é um dos alvos. Não se sabe ainda quem é o mandante do crime e sua motivação.

 

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