Posse de nova presidente da Caixa será na terça-feira

Destaque I 01.07.22

Por: Magno José

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A nova presidente da Caixa, Daniella Marques tem carta branca do Planalto para levar adiante as investigações contra a antiga gestão

A posse de Daniella Marques na presidência da Caixa está prevista para terça-feira. Sua nomeação saiu numa edição extra do Diário Oficial, mas Daniella só entregou os documentos necessários para o comitê de elegibilidade da Caixa avaliar o seu currículo no fim da tarde desta quinta-feira, revela Lauro Jardim no O Globo Online.

A futura presidente da Caixa ainda não teve, portanto, nenhum acesso às investigações do banco em relação não só às acusações que pairam contra Guimarães como a outras que versam sobre outros diretores nomeados pelo agora ex-presidente.

A interlocutores, Daniella tem dito que o seu objetivo é fortalecer o compliance da Caixa e não terá problema em afastar quem quer que for, mas é preciso antes conhecer a investigação. Ela já está mapeando os nomes de quem pretende levar para a Caixa, inicialmente para formar o seu gabinete.

Carta branca

A coluna Radar da Veja revela que a nova chefe da Caixa, Daniella Marques tem carta branca do Planalto para levar adiante as investigações contra a antiga gestão. “Cabeças vão rolar”.

Henriete Bernabé assume comando da Caixa interinamente

A vice-presidente de Habitação, Henriete Bernabé preside interinamente o banco até a chegada da Daniella Marques

O Conselho de Administração da Caixa designou nesta quinta-feira a vice-presidente de Habitação, Henriete Bernabé, para comandar o banco enquanto o nome de Daniella Marques passa pelos tramites burocráticos da instituição.

Presidente do Conselho de Administração da Caixa, Rogério Bimbi também encaminhou nesta quinta, numa reunião do colegiado, o início de procedimento de contratação de uma auditoria externa para uma investigação independente sobre as denúncias de assédio moral e sexual no banco.

O encontro entre Paulo Guedes, Pedro Guimarães e Daniella Marques

O colunista Lauro Jardim também revela que na quarta-feira (29), houve um encontro que reuniu três importantes protagonistas: Paulo Guedes, Pedro Guimarães e Daniella Marques. A conversa ocorreu quando Jair Bolsonaro já havia sacramentado a escolha de Daniella para a presidência da Caixa. Mas antes de o anúncio oficial da mudança e da carta de demissão de Guimarães terem se tornados públicos.

Saída de Pedro Guimarães deve aumentar poder de funcionários da Caixa com ligações políticas

A coluna Painel da Folha S.Paulo revela que aliados de Pedro Guimarães dizem que sua saída da presidência da Caixa Econômica Federal deve aumentar o poder de algumas figuras ligadas à instituição com fortes conexões políticas, com quem ele vinha trombando.

Um seria Gilberto Occhi, ex-presidente do banco e ligado ao PP do ministro Ciro Nogueira (Casa Civil). Já Paulo Henrique Angelo, chefe da área de cartões, foi apadrinhado do ex-ministro Geddel Vieira Lima, que chegou a ser preso num escândalo, e mantém conexões com emedebistas. Guimarães perdeu o cargo após ser acusado de assédio sexual por funcionárias.

Ex-presidente da Caixa, Pedro Guimarães entregou apenas uma das cinco IPOs que prometeu

Pedro Guimarães, que deixou o comando da Caixa após denúncias de assédio sexual, assumiu o posto em 2019 alardeando sua experiência como banqueiro de investimento em ofertas de ações e inclusive em algumas privatizações (como a do Banespa). O executivo dizia que faria ofertas públicas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês) de cinco unidades: seguros, cartões, fundos, loterias e o banco digital. Entregou apenas uma, revela o Valor.

Guimarães nunca defendeu em público a privatização da Caixa – diferentemente de Rubem Novaes, presidente do Banco do Brasil no início do governo Bolsonaro, que dizia ser favorável à venda do controle da instituição que comandava. O presidente da Caixa passou a dizer que o banco tinha uma missão social e que não precisava gerar um retorno tão alto quanto o dos concorrentes privados.

O único IPO que saiu do papel foi o da Caixa Seguridade, em abril de 2021. A companhia chegou à bolsa avaliada em R$ 29 bilhões, metade do que pretendia alguns meses antes, e houve relatos de uma pressão sobre os gerentes do banco para conquistar clientes de varejo. Hoje, a companhia vale cerca de R$ 21,1 bilhões. A oferta, que movimentou R$ 5 bilhões, foi totalmente secundária.

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