Proposta de loteria municipal de Belo Horizonte vai para sanção do prefeito Fuad Noman

Loteria I 14.06.23

Por: Magno José

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O projeto de lei que propõe a criação da Loteria Municipal de Belo Horizonte – BHLot, foi aprovado em 2º turno ontem. De autoria do vereador Juliano Lopes (Agir), a proposta pretende arrecadar recursos e financiar ações e projetos voltados à assistência social, direitos humanos, esporte, cultura, saúde e segurança pública. A proposta foi aprovada em primeiro turno em maio.

Segundo Juliano, a perspectiva é que Belo Horizonte consiga arrecadar, aproximadamente, R$ 5 milhões por ano com a iniciativa. O projeto teria uma dinâmica semelhante à da Loteria Mineira, que é administrada pelo governo estadual. Em Belo Horizonte, a Secretaria de Administração ficaria responsável pela organização e gestão dos recursos.

“É um projeto que copiamos de algumas cidades já que já existe loteria municipal. É uma forma da prefeitura arrecadar mais impostos já que a PBH com esse subsídio vai perder arrecadação para o ano que vem”, explicou o vereador ao citar a aprovação do subsídio às empresas de ônibus da capital até o fim do ano.

Fuad libera base para votar PL da Loteria municipal, mas não há compromisso de sanção

O prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD), liberou a base para votar como quiser sobre o Projeto de Lei, que cria a loteria municipal em Belo Horizonte.

O pedido do grupo de Aro foi para que o prefeito não se posicionasse contra o projeto. A ideia da prefeitura era pedir mais tempo para analisar a proposta, que envolve também a legislação federal. Fuad Noman aceitou liberar os vereadores para votar livremente, mas não fez nenhum compromisso com a sanção, caso a matéria seja aprovada. Segundo fontes, o grupo de Aro também se comprometeu a não se mobilizar para derrubada de veto, caso o projeto seja aprovado na casa e vetado pelo prefeito.

Pressão

Interlocutores do ex-deputado federal Marcelo Aro e de Fuad negam, mas fontes afirmam que o grupo de Aro teria ameaçado deixar as três pastas que ocupa na prefeitura e fazer “oposição ferrenha” caso a base de Fuad votasse contra a proposta.

 

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