Receitas do jogo de Macau em setembro com segundo pior resultado do ano

A indústria do jogo em Macau registrou o segundo pior resultado do ano no mês de setembro, apesar da subida em relação a agosto, com os impactos de um novo surto de covid-19 a fazerem-se sentir.
As receitas brutas do jogo em cassino voltaram, contudo, a crescer em setembro, após uma quebra em agosto, com receitas de 5,8 bilhões de patacas (632,9 milhões de euros), foi anunciado.
Macau declarou o estado de emergência na sexta-feira passada, após ter diagnosticado um viajante infectado proveniente da Turquia e mais dois casos conexos, dois seguranças de hotéis para quarentenas, levando à realização de testes em massa e à detecção de um total de seis casos entre seguranças.
Já em relação ao mesmo período de 2020, registrou-se um aumento de 165,9%, indicou a Direção de Inspeção e Coordenação de Jogos, ainda assim longe dos 22,08 bilhões de patacas (2,38 bilhões de euros) arrecadados em setembro de 2019, antes da pandemia de covid-19.
De acordo com os dados apresentados, a receita bruta acumulada nos primeiros nove meses do ano é de 67,78 bilhões de patacas (7,29 bilhões de euros).
Nesta quinta-feira, o Governo de Macau disse que prevê uma queda acentuada das receitas do jogo devido à situação pandêmica no território e que, por isso, vai rever o orçamento.
Em conferência de imprensa, o chefe do Governo de Macau, Ho Iat Seng, lembrou que a estimativa inicial dos impostos este ano sobre as receitas dos casinos de Macau “já tinha sido conservadora”, mas que a detecção de casos em agosto e em setembro acabou por frustrar a recuperação daquele que é o motor da economia do território.
Para este ano, o Governo de Macau previa arrecadar em impostos sobre o jogo cerca de 130 bilhões de patacas (13,9 bilhões de euros), mesmo assim metade do que estimara no orçamento para 2020.
Macau identificou apenas 71 infectados com o novo coronavírus desde o início da pandemia, mas as restrições fronteiriças e a ausência de visitantes praticamente paralisaram a economia, quase exclusivamente dependente da indústria dos cassinos e do turismo chinês.
Após o reinício, no final de setembro do ano passado, da emissão dos vistos individuais e de grupo da China continental para o território, suspensos desde o início da pandemia, o número de turistas tem vindo a subir gradualmente, ainda que continue muito abaixo da média de cerca de três milhões de visitantes registrada por mês em 2019.
Macau, capital mundial do jogo, é o único local em toda a China onde o jogo em cassino é legal. Em 2019 obteve receitas de 292,4 bilhões de patacas (cerca de 31,18 bilhões de euros).
Contudo, em 2020, devido ao impacto causado pela pandemia, os cassinos em Macau terminaram o ano com receitas de 60,4 bilhões de patacas (6,4 bilhões de euros), uma quebra de 79,3% em relação ao ano anterior.
Três concessionárias, Sociedade de Jogos de Macau, Galaxy e Wynn, e três subconcessionárias, Venetian (Sands China), MGM e Melco, exploram casinos naquela que é apelidada de Las Vegas da Ásia, mas que há muito ultrapassou as receitas dos cassinos registadas naquela cidade norte-americana. (RTP.PT)


