Sindicato desiludido com governo português por não nomear comissão para reabrir o Bingo do Boavista

Bingo I 25.10.21

Por: Elaine Silva

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Trabalhadores do Bingo Boavista de Portugal dizem estar “fartos de esperar”
O Sindicato da Hotelaria do Norte manifestou “desilusão” pelo fato do governo português não ter nomeado nenhuma comissão administrativa para reabrir a sala de Bingo do Boavista, no Porto, e garantir a ocupação efetiva dos postos de trabalho Bingo do Boavista. Sindicato desiludido por Governo não nomear comissão 

“O Estado não nomeou nenhuma comissão administrativa para reabrir a sala e garantir a ocupação efetiva dos postos de trabalho, conforme compromisso também assumido. Os trabalhadores reúnem-se à porta do Bingo Boavista, no dia 02 de novembro, pelas 10:00, para analisar a situação”, refere, em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte (STIHTRS).

Em declarações à Lusa, Nuno Coelho, do STIHTRS, assumiu preocupação “com o futuro dos trabalhadores”, pois sem a nomeação de uma comissão administrativa para reabrir as salas de imediato, a “qualquer momento os trabalhadores podem ficar sem rendimentos”.

“Estamos desiludidos e desapontados por não terem criado [o Governo] a comissão administrativa para reabrir a sala e garantir a ocupação efetiva dos postos de trabalho”, declarou o dirigente sindical.

No comunicado, o sindicato refere, por seu turno, que “o Estado, através do Turismo de Portugal, abriu no dia 18 do corrente mês novos concursos para as salas de jogo do Bingo do Boavista e da Nazaré”, e que o “prazo para apresentação das propostas é o mínimo legal de 15 dias úteis, conforme a reivindicação dos trabalhadores”.

O anúncio da abertura dos novos concursos para os bingos do Porto e da Nazaré satisfez o sindicato, contudo, Nuno Coelho sublinha que foi uma decisão “tardia”.

Em agosto, dezenas de trabalhadores do Bingo do Boavista concentraram-se à porta do Ministério do Trabalho do Porto a pedir a reabertura da sala de jogo, o pagamento de salários em atraso e acusando a Pefaco de ilegalidades.

O Bingo do Boavista tinha 62 trabalhadores em atividade antes de encerrar e “faturava mais de seis milhões de euros por ano”, lia-se na moção a que a Lusa teve acesso em agosto.

Devido à situação dos salários em atraso, os 62 trabalhadores do Bingo do Boavista suspenderam o contrato de trabalho em março e estão a receber um “valor miserável equivalente ao subsídio de desemprego”, classificou na altura Francisco Figueiredo, do Sindicato de Hotelaria do Norte.

As salas de jogo do bingo, bem como os cassinos, reabriram em 01 de maio. Contudo, as salas dos bingos concessionadas à Pefaco, como o caso do Bingo do Boavista e da Nazaré, não abriram e continuam todas encerradas. (Notícias ao Minuto)

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