Três colombianos são suspeitos de comandar ‘bingo’ ilegal e polícia apreende R$ 130 mil no Grande Recife

Bingo I 04.10.21

Por: Elaine Silva

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Cartelas de bingo escritas em espanhol foram encontradas durante operação Jogos de Azar, em Paulista, no Grande Recife (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

Uma quadrilha que praticava jogos de azar foi desarticulada pela Polícia Civil, em Paulista, no Grande Recife. Segundo a corporação, três jovens colombianos são suspeitos de liderar o grupo. Durante a ação, os policiais apreenderam R$ 130 mil em dinheiro, arrecadado com uma espécie de ‘bingo’ ilegal.

Os estrangeiros, que não tiveram os nomes divulgados, são investigados pela Operação Jogos de Azar. Eles prestaram depoimento e confessaram o envolvimento na contravenção penal.

De acordo com o Código Penal, a pena para a prática de jogo de azar é de prisão simples, de três meses a um ano, além de multa. Os três colombianos, segundo a polícia, não foram detidos e vão responder em liberdade.

Na operação, dois moradores de Paulista foram identificados como os “gerentes” das bancas de jogos e também prestaram depoimento.
Eles eram os responsáveis pela contratação de apontadores e vendedores dos números a serem sorteados diariamente em praça pública. Os dois também vão ficar em liberdade, segundo a polícia.
Os detalhes da operação, deflagrada na quinta (30), foram repassados durante entrevista coletiva realizada, nesta sexta (1º), na sede da Polícia Civil, no Centro do Recife.

Na ação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, expedidos pela 2ª Vara da Comarca de Paulista.
O delegado Thiago Uchôa, responsável pelas investigações, disse que a quadrilha promovia uma espécie de “bingo” ilegal.

“Eram vendidas cartelas por R$ 2 e eles prometiam ganhos de R$ 500 a quem acertasse os números”, afirmou. Nas buscas, a polícia encontrou todos os equipamentos usados nos jogos.
Eram cartelas, algumas escritas em espanhol “pegue y gana’, e bolinhas numeradas. Também havia banners da organização e aparelhos eletrônicos, que serão avaliados pela equipe de investigação.

As investigações agora seguirão para fase de análise da documentação apreendida e indicação de possíveis novos integrantes da organização.
O delegado afirmou também que é preciso esclarecer a situação desses colombianos no Brasil. “Vamos investigar como eles entraram e se estão morando de forma legal aqui”, declarou.

Uchôa disse, ainda, que eles viviam em boa situação em Pernambuco. Outra linha de investigação é sobre a possível lavagem de dinheiro.
“São pessoas de outro país que vieram para Pernambuco para a prática de atividade ilícita. A gente entende que essa atividade está dando muito lucro”, disse. (g1 PE)

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