#VIRAOJOGORIO: Loterj lança campanha contra concessão das “raspadinhas”
O Governo Federal planeja abrir um processo de concessão por 25 anos da Lotex, braço de loterias instantâneas da Caixa Econômica Federal responsável pelas conhecidas “raspadinhas”, que permite que os jogadores saibam o resultado logo após a compra do bilhete. No entanto, a maior parte do lucro das vendas dessa modalidade no Rio de Janeiro é usada para apoiar projetos sociais. Por conta disso, a Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj) lançou a campanha #ViraOJogoRio em audiência pública da Comissão de Trabalho da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) realizada nesta quarta-feira (04).
De acordo com o presidente da Loterj, Sérgio de Almeida, 70% do lucro das vendas das raspadinhas e do Rio de Prêmios, cerca de R$ 20 milhões anuais, são destinados a projetos sociais, como definido pelo Decreto Lei 138/75. “A Loterj está inserida na cultura do estado há mais de 75 anos. Ela é um patrimônio do nosso estado, além da evidente função social que ela cumpre, apoiando entidades que cuidam de crianças vítimas da violência e das drogas, entre outros”, declarou.
O presidente também se mostrou preocupado com o monopólio das lotéricas do país nas mãos da União. “Isso tá errado. Ninguém aguenta mais que o Governo Federal fique com todo o dinheiro e depois fique distribuindo tostões aos estados e municípios”, disse Almeida.
O deputado Paulo Ramos (PSol), presidente da Comissão de Trabalho, disse que vai mobilizar outros parlamentares estaduais e federais na campanha, além de promover encontros com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter a situação. “Qual é a razão para o governo fazer isso? Eu acredito que a Alerj pode dar uma contribuição, com resistência e sua força política, para impedir isso”, defendeu.
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