Abrabin reúne associados em São Paulo para falar de regulamentação

Bingo I 12.11.04

Por: sync

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Com o tema "Bingos: Qual o nosso futuro?",  a Associação Brasileira dos Bingos (Abrabin) reuniu ontem à noite, mais de 400 associados para um jantar na Villa Country, em São Paulo.

 

A palestra foi aberta por Alberto Peredne, novo diretor de Operações da Associação e em seguida o presidente da entidade, Olavo Sales da Silveira fez um balanço sobre a atividade, depois da crise do final do ano.

 

Olavo Sales falou sobre a necessidade dos empresários se organizarem novamente na busca de uma legislação para atividade "antes que o Ministério Público e a Advocacia Geral da União fechem todos os bingos como já aconteceu no Distrito Federal, Paraná, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais e que poderá acontecer em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul".

 

O presidente da Abrabin identificou que os bingos são alvos da mídia, da política e do judiciário.

 

"A mídia revirou o bingo durante quatro meses de crise e atualmente ela não tem mais o que falar da atividade. Só um escândalo poderia colocar novamente a atividade na pauta do dia. Depois do desgaste sofrido pelo governo com os bingos, não acredito que o legislativo e nem o executivo retomarão uma discussão sobre o setor nesse momento. Mas o judiciário, a partir da atuação do Ministério Público como uma guilhotina poderá fechar os bingos. Não sabemos quanto tempo vai demorar, mas é necessário buscar uma lei agora", sentenciou Sales.

 

O presidente da Abrabin informou que atualmente existem mais de 40 projetos de lei sobre bingos tramitando no Congresso Nacional e a entidade avaliou que não há tempo hábil para que um desses projetos passem pelas duas casas ainda esse ano, pois os parlamentares terão que votar dezenas de Medidas Provisórias e depois terão que apreciar o orçamento para o próximo ano, ficando qualquer iniciativa para março do próximo ano.

 

"Temos que buscar uma solução para os bingos e ela terá que passar pelo Palácio do Planalto, pois não podemos continuar só pensando nas ações judiciais e sabemos que nesse campo as expectativas são pessimistas, principalmente depois das manifestações do Supremo Tribunal Federal durante o julgamento da Adin do Distrito Federal", afirmou Olavo.

 

Sales informou que a atividade terá que começar do zero novamente na busca de uma regulamentação definitiva para o setor e acredita que ela deverá contemplar as cartelas e as máquinas de videobingos.

 

"Uma verdade repetida muitas vezes acaba virando uma verdade e a imprensa criou uma verdade de que as máquinas têm ligação com a máfia e com a sonegação. Depois disso ficou difícil de um político apoiar as máquinas de videobingos. Mas se optarmos pelo bingo de cartela, só vamos sobreviver por um ou dois anos, pois basta uma multinacional convencer a operadora de loterias do governo federal, que eles instalam um sistema on-line com máquinas em nossas portas para concorrer com a nossa atividade. Temos que lutar pelo bingo de cartelas e pelo bingo eletrônico", sentenciou o presidente da Abrabin.

 

O Movimento Pró-Bingo foi estruturado para procurar criar um ente novo nesse processo de regulamentação. A entidade está instalada em Brasília e contratou importantes escritórios que estão formatando um projeto que mostre para a sociedade e para os políticos que da nova forma de operação dos bingos não dá para lavar dinheiro e nem para sonegar, pois vai ter que haver controle e registros.  

 

"E por falar em controles, temos que tomar cuidado com os descuidos com os tributos e os repasses para as entidades, pois temos um compromisso com a sociedade e devemos cumpri-lo para que esse assunto não gere uma crise e nos leve de volta a mídia com matérias negativas, transformando-se em um desastre nesse momento importante", cobrou o presidente da Associação.

 

Ficou definida que as entidades deverão ter uma linha de ação transparente na busca da lei, para que as pessoas que desejam ajudar a atividade tenham conforto em defender os bingos.

 

Uma das soluções em pauta será a partir da parceria com a Associação Brasileira de Loterias, que vai mobilizar os presidentes das loterias e os governadores estaduais, para reivindicar junto ao Palácio do Planalto, que os estados tenham direito de terem seus produtos lotéricos onde estariam incluídos os bingos e as máquinas de caça-níqueis.

 

Ao final da reunião, Olavo Sales da Silveira cobrou pontualidade dos empresários no pagamento das mensalidades da entidade e convocou os bingos não filiados que se filiem a Associação para que ela tenha representatividade e fôlego financeiro na defesa e na busca de uma regulamentação definitiva para os bingos no Brasil.

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