Bolsonaro volta a dizer que vetará projeto que legaliza jogos de azar

Destaque I 17.01.22

Por: Elaine Silva

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“Eles se preparam, depende da força de cada um dentro do Parlamento, que é um poder independente, para aprovar o projeto. Eles, pelo o que me consta, têm a convicção de que após o veto, têm poder para derrubar o veto”, disse o presidente Jair Bolsonaro em entrevista à Rádio Viva FM

O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a afirmar nesta segunda-feira (17/1) que a posição do governo sobre a eventual aprovação, pelo Congresso Nacional, de um projeto de lei que regulamenta o jogo do bicho e outros jogos de azar está direcionada para o veto da proposta.

Em dezembro, a Câmara dos Deputados aprovou um regime de urgência para o texto, mas acabou não avançando na Casa. Os parlamentares evangélicos são contra o projeto e não aceitam negociar um meio termo.

Durante uma entrevista à Rádio Viva FM, do Espírito Santo, Bolsonaro disse que existe uma “briga interna muito grande por parte do Parlamento” e que deputados e senadores já articulam uma eventual derrubada do veto presidencial, caso o chefe do Planalto o faça.

“É um sinalizador de que se eu vetar aqui — como já falei que vetaria —, o veto seria derrubado lá [no Congresso]. É uma briga interna muita grande por parte do Parlamento”, disse o presidente.

“Eles se preparam, depende da força de cada um dentro do Parlamento, que é um poder independente, para aprovar o projeto. Eles, pelo o que me consta, têm a convicção de que após o veto, têm poder para derrubar o veto”, prosseguiu.

Segundo Bolsonaro, jogos de azar “não são bem-vindos no Brasil”. “É uma porteira que abre, porque a gente não sabe o que pode passar depois dela aberta. Nossa posição é apenas uma, tranquilamente. É veto ao projeto”, declarou.

Em dezembro do ano passado, o presidente já havia sinalizado o veto, segundo o coordenador da Frente Parlamentar Evangélica na Câmara dos Deputados, Cezinha de Madureira (PSD-SP).

Na época, o deputado contou que conversou com Bolsonaro e ouviu do mandatário que, se o projeto passar pela Câmara, ele vai vetar. “Quando eu conversei com o presidente sobre o assunto, para ver qual seria a postura dele se o assunto fosse pautado, ele disse: ‘Cezinha, vocês têm que derrubar isso na Câmara. Se caso vier a ser aprovado, eu vou ter que vetar'”, afirmou.

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