CPI da Manipulação quer convidar árbitro de áudio sobre suposta propina citado por Textor

Apostas I 24.04.24

Por: Magno José

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Acompanhe ao vivo a reunião da CPI das Apostas Esportivas do Senado 1
Pedido de requerimento será votado pela comissão nesta quarta-feira, junto dos de Raphael Claus e Daiane Caroline Muniz dos Santos

Além dos árbitros Fifa Raphael Claus e Daiane Caroline Muniz dos Santos, a CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas irá pedir, em sessão marcada para a próxima quarta-feira (24), que seja aprovado também o requerimento do ex-árbitro Glauber do Amaral Cunha para que ele possa “prestar informações sobre suspeitas de manipulação de resultados esportivos no Brasil”.

Glauber seria o árbitro que aparece no áudio ao qual o GLOBO teve acesso sobre um suposto pagamento de propinas citado por John Textor em sua cruzada contra os juízes brasileiros.

Veja a transcrição da gravação:

— Eu apitei, pô. Apitei. Entendeu? Deixei de ganhar muito dinheiro também. Mas o que eu podia fazer, eu fiz. Não é fazer loucura, igual eu não fiz. O cavalo passou selado e eu montei nele. Aos 16 minutos eu dei um pênalti “pros” caras. Entendeu? Aquele pênalti 50%? Eu dei, pô. Os caras, porra, bateram o pênalti na trave. E depois eu fiquei dando tudo para os caras. O pênalti que eu dei foi de agarra agarra dentro da área. Depois ninguém se agarrou mais, não teve mais como. E a bola não quis entrar. Dei oito minutos de acréscimo no segundo tempo — disse o envolvido.

Outrora, John Textor afirmou que recebeu esse áudio de um membro da CBF. Até o momento, não se sabe, porém, de qual partida o árbitro estaria se referindo ou de qual ano seria o campeonato.

Ao contrário do que foi feito no requerimento de Claus e Daiane, quando os senadores deram detalhes das justificativas pelas quais os árbitros estavam sendo requeridos, no caso de Glauber do Amaral Cunha não houve argumentação no documento que será votado pela comissão na quarta-feira.

“Considerando a sensibilidade e a natureza sigilosa das informações que serão compartilhadas durante a oitiva, é essencial que tomemos medidas adequadas para proteger a integridade das investigações em andamento”, consta num trecho do documento assinado pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ).

“A convocação de uma sessão secreta se faz necessária para proporcionar um ambiente no qual o depoente se sinta confortável para compartilhar detalhes cruciais sem receio de represálias ou comprometimento de sua segurança pessoal ou profissional. A confidencialidade é fundamental para garantir a cooperação total do depoente e para preservar a integridade do processo de investigação”, diz outra parte.

Após a votação dos senadores na sessão desta quarta-feira, serão definidas as datas das oitivas e os ofícios serão encaminhados aos agentes requeridos. Além de Claus, Daiane e Glauber, também serão convidados a depor neste primeiro momento o presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Wilson Luiz Seneme e o diretor de Governança e Conformidade da CBF, Hélio Santos Menezes Junior.

 

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