Paulo Wanderley é reeleito para presidência do COB e promete aumentar repasse das loterias para as confederações

Em entrevista ao O Globo logo após sua eleição, o dirigente falou ainda sobre a oposição da CBF, interferências externas ao movimento olímpico e o apoio dos atletas

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Paulo Wanderley terá mais quatro anos à frente do COB e duas Olimpíadas, Tóquio, em 2021, e Paris, em 2024 (Foto: Miriam Jeske/COB)

 

Após vitória acirrada por 26 a 20, em pleito pela presidência do Comitê Olímpico do Brasil, na última semana, Paulo Wanderley, de 70 anos, mostrou-se magoado com o apoio que a CBF deu a seu opositor, Rafael Westrupp, 40. E também com o que chamou de interferências externas ao movimento olímpico, referindo-se a Leonardo Cruz, ex-ministro do Esporte que também apoiou seus rivais. Para este novo mandato, ele prometeu maior repasse do dinheiro da lei das Loterias para as confederações, mesmo com a crise promovida pela pandemia, e mais apoio à Comissão de Aletas do COB, que acabou definindo a sua vitória, revela em entrevista ao O Globo.

Do orçamento deste ano, 84% veio das Loterias, que é dinheiro do governo. O que o COB está fazendo para não ser tão dependente dessa verba e atrair investidores privados?

Gostaria muito que fosse possível deixar o COB autossustentável. Mas o esporte de alto rendimento é muito caro. Demanda especialistas caros, demanda equipamentos caros. Nós moramos em um continente longe. Para viajar para a Europa nós recebemos em Real mas gastamos em euro. Para ir aos EUA, gastamos em dólar. Vai ser difícil o COB se sustentar sem a verba das Loterias, vai ser quase impossível. Eu torço para que meus sucessores consigam. Temos ainda a verba que vem de poucos patrocinadores, mas que estão firmes conosco e que vão renovar e temos a verba também dos patrocinadores masters do COI, dividida de forma proporcional, meritocrática com os demais comitês olímpicos nacionais.

Você vai mudar as regras de repasse da verba das loterias para as confederações?

Wanderley: Posso sim, por lei. E mesmo com a pandemia, aumentarei os repasses.  Venho aumentando desde 2018. Tivemos cuidado, otimizamos nossos investimentos, fizemos economia e mesmo que a verba das loterias não seja suficiente para isso, o COB tem condição de dar um tratamento melhor para as confederações, principalmente por se tratar de um ano olímpico.

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