Quintino: Liberar os cassinos para o bem do Rio de Janeiro

Opinião I 11.10.21

Por: Magno José

Compartilhe:
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
Quintino: Liberar os cassinos para o bem do Rio de Janeiro
Quintino Gomes Freire*

Felizmente a liberação dos cassinos está voltando a pauta no Congresso, agora como uma das formas para recuperar muitos dos empregos perdidos durante a pandemia. Já falei algumas vezes no DIÁRIO DO RIO sobre o assunto, que tem tudo para levar o Rio de Janeiro a uma nova era de ouro.

Claro que há sempre quem é contra, especialmente os religiosos, como é o caso de Samuel Malafaia. Esse não é o caso do senador Eduardo Girão, espírita, que se posiciona fortemente contra o projeto, inclusive em um excelente artigo publicado no O Globo de sexta, 8/10.

Mais inteligente que a maioria de seus pares, Girão apresenta dados para defender sua tese que os jogos podem trazer prejuízos, para a Saúde, segurança e economia. Tem tudo para estar certo, só que está errado.

O jogo de azar, como chama o senador, é liberado no Brasil, só é estatal. Tem Sena, Loto, corrida de cavalo, quem quiser apostar presencialmente no Brasil, consegue. Tem até o jogo do bicho, e nem por isso o Rio ou o Brasil sofre por uma crise de saúde causada por eles.

O senador também não prestou atenção no fato que apostar em qualquer coisa que seja está a um clique. São vários os sites de apostas esportivas, nos mais diversos esportes e nas mais diversas formas. Inclusive patrocinam times, e para conhecimento do leitor, este jornal também. Não, não há casos de famílias que acabaram por causa dele.

O projeto que querem aprovar não é de uma roleta em cada esquina, como tem em vários países. E sim alguns poucos hotéis ou resort por cidade, que traria turistas, eventos e ajudaria a economia dos locais. E certamente, evitariam a entrada de algumas pessoas.

Para o senador hoje no nosso país não há corrupção e a lavagem de dinheiro é complicada. Claro que está errado, lava-se dinheiro de diversas formas, sem precisar investir em uma operação complexa como um cassino.

Qualquer dos problemas apontados, qualquer grande cidade do Brasil já apresenta. E estes problemas poderiam ser amenizados com os empregos e renda que traria um cassino.

Chega de falsos moralismos, como é o caso dos relógios. Mas também chega de tapar os olhos para o fato que o jogo já está no Brasil, só não é bem explorado.

(*) Quintino Gomes Freire é diretor-executivo do Diário do Rio e defensor do Carioca Way of Life.

Comentar com o Facebook