Sem Segredo: maioria dos ouvintes acha que jogos de azar devem ser legalizados no Brasil

Destaque I 07.02.22

Por: Magno José

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Outro ponto destacado pelos ouvintes é de que, legalizando todos os tipos de jogos, aumentaria a geração de emprego e impostos

As atividades da Câmara dos Deputados retornaram nesta semana e um projeto de lei polêmico entrará em pauta no Congresso em breve. A PL que visa legalizar os jogos de azar no Brasil e legalizar bingos, cassinos, máquinas caça-níqueis e o jogo do bicho está dividindo a opinião pública e causa polêmica.
Conforme relatos do próprio Congresso, os parlamentares esperam que o texto seja aprovado em plenário e avance para discussão no Senado. Por um lado, os que estão a favor da PL apontam que a regulamentação criaria novos empregos e aumentaria a arrecadação de impostos. Porém, o projeto está encontrando oposição de outros setores da sociedade, como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e da bancada evangélica da Câmara, alegando que a legalização dos jogos causaria um problema de saúde pública devido ao vício.
Neste sentido, o Sem Segredo de sábado (05) perguntou: jogos de azar devem ser legalizados no Brasil? Participaram do programa o delegado Diogo Ferreira e o empresário do ramo do bingo, Paulo César Serena.
Para a maioria dos ouvintes, os jogos de azar devem ser legalizados no Brasil. Eles justificaram que existem outros tipos de jogos já legalizados no país, como raspadinhas e loterias, por isso a lei deve ser para todos. Outro ponto destacado pelos ouvintes é de que, legalizando todos os tipos de jogos, aumentaria a geração de emprego e impostos.
O delegado Diogo Ferreira afirmou que, em um primeiro momento, é contra a legalização de jogos de azar, porque no Brasil nada é feito nos rigores da lei e este é o principal problema da discussão. Ferreira afirmou que com uma lei rigorosa e fiscalização atuante daria para avaliar a questão. Porém, o delegado afirma que, conhecendo o histórico do país no que diz ao respeito de leis, aprovar este projeto seria quase que uma tragédia na questão criminal, já que na área pode ocorrer lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa.
O empresário do ramo do bingo, Paulo César Serena, afirmou que legalizar os jogos de azar poderia fazer com que aumentasse a geração de empregos. Serena destaca que na empresa que ele tinha quando o bingo era legalizado, eram gerados cerca de 100 empregos só em Passo Fundo. Conforme o empresário, a legalização da área poderia gerar ainda 500 mil empregos no Brasil e renderia cerca de R$ 20 bilhões de arrecadação ao país. Por isso, ele ressalta que é a favor, desde que a lei seja feita cuidadosamente e aplicada rigorosamente, de forma totalmente legal. (Rádio Uirapuru – Gabriel Nunes – RS)

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