Macau, um cassino como sala de aula
Em uma manhã de novembro particularmente ensolarada em Macau, mas no cassino simulado operado pelo Instituto Politécnico de Macau (IPM), não muito longe do maior cassino do mundo – o Venetian Macau, inaugurado em 2007 – ninguém se importa de trocar os raios de sol e o céu azul pelas difíceis regras do bacará, afinal o seu futuro sustento e a principal fonte de receita dos cassinos.
Divididos em várias mesas de jogo, os alunos aprendem a calcular fichas num abrir e fechar de olhos, treinam a mão no craps, um dos jogos mais populares a seguir ao bacará, numa sala enorme imitam a realidade e onde não faltam o blackjack, slot machines, e uma caixa para simular a troca dos prêmios ganhos.
"O trabalho nos cassinos é muito difícil, não é bom para a saúde porque é muita pressão. Mas eu preciso de ganhar dinheiro para a minha vida, e o rendimento é muito bom, é fantástico", diz à agência Lusa, Dennis Ip Kam Hong, um dos cerca de 30 alunos presentes na sala.
Novos cassinos das operadoras de jogo MGM China e SJM deverão abrir depois de 2015
As operadoras de jogo MGM China e a SJM obtiveram a autorização do Governo de Macau para a construção de novos cassinos, que deverão abrir suas portas depois de 2015.
O Governo de Macau vai conceder terrenos às duas empresas na zona do Cotai, entre as ilhas da Taipa e Coloane, onde já marcam presença as concorrentes Sands China, Melco Crown e Galaxy.
A MGM China, uma parceria entre Pansy Ho, filha do magnata do jogo Stanley Ho, e a empresa norte-americana MGM Resorts, obteve a aprovação do Governo de Macau para a construção de um resort num terreno de 71.833 metros quadrados.
A operadora acordou pagar ao Governo da Região Administrativa Especial chinesa um prêmio de 1,3 bilhões de patacas (125 milhões de euros) pelo arrendamento do terreno no Cotai, sendo que a primeira parcela será de 450 milhões de patacas (43 milhões de euros).
O novo empreendimento da MGM em Macau resultará de um investimento de 2,5 bilhões de dólares (1,9 bilhões de euros), terá 1.600 quartos de hotel, 500 mesas de jogo e 2.500 ‘slot machines’ e não deverá abrir portas antes do final de 2015.
Segundo analistas do mercado, a MGM terá, assim, apenas cinco anos para recuperar o investimento realizado antes de a sua licença de jogo no território expirar, em 2020.
A Sociedade de Jogos de Macau (SJM), fundada por Stanley Ho, que conta já com 20 dos 35 casinos do território, também garantiu a concessão pelo Governo local de um terreno no Cotai de 70.468 metros quadrados para a construção de 2.000 quartos de hotel, cerca de 700 mesas de jogo e 1.000 ‘slot machines’. (Dinheiro Vivo)


