A pedido de Feliciano, Bolsonaro segura MP que regulamentar o setor de apostas online

Destaque I 09.06.22

Por: Magno José

Compartilhe:
Ou seja, a nota do Lauro Jardim confirma a reportagem veiculada pelo R7, que o presidente Jair Bolsonaro, a pedido do pastor e deputado Marco Feliciano, só deverá enviar para o Congresso Nacional a medida provisória e editar o decreto regulamentador depois das eleições de outubro (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

Deu ruim na edição da Medida Provisória que o governo editaria na semana passada para regulamentar o setor de apostas feitas por meio digital — e que o obrigaria a pagar imposto.

Depois de uma costura feita por Ciro Nogueira com líderes evangélicos para explicar o teor da MP, ou seja, que essa medida não significa a legalização dos jogos de azar, Jair Bolsonaro travou o envio da proposta ao Congresso, revela o colunista Lauro Jardim no O Globo Online.

Motivo: Marco Feliciano disse explicitamente ao presidente que é contra a MP. E Bolsonaro não quis briga com Feliciano.

***

Análise: Palácio do Planalto evita pautas negativas para base evangélica

Presidente Jair Bolsonaro evita desagradar a sua base parlamentar de evangélicos e conservadores, principalmente neste período pré-eleitoral, com a edição de medida provisória ou decreto regulamentador das apostas esportivas

À Coluna, um empresário comentou que seria difícil o presidente Bolsonaro editar uma medida provisória ou um decreto regulamentador das apostas esportivas para não desagradar a sua base parlamentar de evangélicos e conservadores, principalmente neste período pré-eleitoral. “Qualquer possibilidade de perda de apoio ou voto nesse momento será avaliada com detalhes”, disse.

Apesar do setor saber que as apostas esportivas foram legalizadas em 2018 pelo então presidente Michel Termer, a sociedade e os parlamentares evangélicos têm outro entendimento sobre o tema.

Atualmente, as apostas (e jogos também) já fazem parte da vida e estão na casa dos brasileiros através das publicidades na TV, na camisa do time de futebol, nas placas dos gramados e nos principais sites de notícias.

O entendimento de parlamentares como Pastor Feliciano e Sóstenes Cavalcante é que a edição pelo Palácio do Planalto de uma medida provisória e/ou decreto regulamentador da Lei nº 13.756/18 vai obrigar os evangélicos a votarem a favor dos jogos de azar, comprometendo seus discursos hipócritas contra a atividade.

Operadores não regulados vão poder continuar trabalhando sem ter que pagar um centavo de imposto para os cofres do governo e sem nenhuma proteção ao cidadão dos efeitos nocivos desta atividade sem os olhos atentos do Estado.

Ou seja, a nota do Lauro Jardim confirma a reportagem veiculada pelo R7, que o presidente Jair Bolsonaro só deverá enviar para o Congresso Nacional a medida provisória e editar o decreto regulamentador depois das eleições de outubro.

Brasil perde R$ 6,4 bilhões com pedido da ‘Bancada do Dízimo’ para governo não regulamentar somente as apostas esportivas

Comentar com o Facebook