Campanha do ‘Block no Tigrinho’ expõe farsas nas redes sociais

Blog do Editor I 05.06.26

Por: Magno José

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Campanha do ‘Block no Tigrinho’ expõe farsas nas redes sociais
Influenciador que tem vídeo postado página da campanha atinge 1 milhão de seguidores dias após vídeo chorando sobre proposta recusada de R$ 1 milhão de casas de apostas; as farsas são reveladas

“Você pode enganar algumas pessoas o tempo todo, ou todas as pessoas durante algum tempo, mas você não pode enganar todo mundo o tempo todo”. A campanha “Block no Tigrinho” liderada por artistas e cantores contra as casas de apostas (bets) está se revelando como farsa.

A primeira falha foi a divulgação de dados falsos, equivocados e exagerados sobre o setor de apostas online, revelada pelo BNLData nesta sexta-feira (5).

Também nesta sexta-feira foi revelada outra farsa. O influenciador Fernando Santos, que, supostamente, anunciou chorando na rede social Instagram a rejeição de R$ 1 milhão de casas de apostas para fazer publicidade de bets, revelou em tom de comemoração que atingiu 1 milhão de seguidores.

“Quando comecei a gravar vídeos, tudo o que eu queria era que meu conteúdo fosse visto. Hoje, com 1 milhão de seguidores, percebo que o mais importante nunca foi ser visto. Foi poder fazer parte, mesmo que por alguns segundos, da vida de tantas pessoas. E isso vale mais do que qualquer número na tela”, comentou no post.

O BNLData abordou o assunto na última sexta-feira (29) na reportagem ‘Influenciador diz que rejeitou R$ 1 mi de casa de apostas e gera 4 mil comentários’ e registrou consulta a empresários e publicitários do setor, que apontaram a impossibilidade de uma oferta de R$ 1 milhão para um influenciador digital com 950 mil seguidores e pouca expressão no mercado. Segundo um interlocutor que entende do tema, Fernando Santos, que se intitula ‘Ator que se diverte’ e ‘O gay da reforma de baixo custo’, pode ter feito o post exclusivamente para gerar engajamento. Ou seja, usa‑se as críticas das bets, endossadas pela ‘Block no Tigrinho’, para aumentar a audiência. Ficou claro que a intenção foi aumentar a audiência.

Debate sobre regulação das apostas online

A experiência histórica demonstra que políticas exclusivamente proibitivas raramente eliminam práticas amplamente disseminadas. As atividades são deslocadas para ambientes clandestinos, onde não há transparência, proteção ao consumidor ou fiscalização institucional.

No campo dos jogos, isso significa ausência de garantias ao apostador, evasão fiscal e ampliação dos riscos sociais associados à informalidade. A regulação moderna parte de uma premissa mais realista e responsável.

Regular não é incentivar. É assumir governança sobre uma realidade existente. Ao canalizar a demanda para ambientes supervisionados, o Estado estabelece limites, impõe regras claras, exige auditoria e cria mecanismos efetivos de proteção ao cidadão.

Artistas e cantores que estão pedindo proibição das bets (casas de apostas) devem pensar bem antes de transformar as boas intenções de honrados cidadãos em novos negócios para o crime organizado. Quem quiser jogar e apostar, e não puder fazê‑lo de acordo com a lei, irá buscar no mercado ilegal. A indústria da proibição é muito lucrativa e quem é contra as bets legais é a favor do crime organizado.

A frase do início deste texto ilustra dúvidas sobre a autenticidade da campanha ‘Block no Tigrinho’ e de seus participantes.

 


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