‘Chegou a hora de acabar com a hipocrisia’, diz Felipe Carreras sobre projeto que libera jogos e cassinos no Brasil

Destaque I 15.09.21

Por: Magno José

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Na avaliação do socialista, a proposta poderá gerar empregos e impostos, além de alavancar o turismo

Em entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, na manhã desta terça-feira (14), o deputado federal Felipe Carreras (PSB), relator do novo Marco Regulatório dos Jogos, afirmou que “chegou a hora de acabar com a hipocrisia”, pois os jogos, como o do bicho, mesmo na ilegalidade, já funcionam no Brasil. Na avaliação do socialista, a proposta poderá gerar empregos e impostos, além de alavancar o turismo.

“Chegou a hora de acabar com a hipocrisia, regulamentar algo que, em grande parte, já está presente na cultura do nosso país. Além disso, quando falamos dos grandes cassinos internacionais, falamos de investimentos bilionários, falamos de projetos que são exitosos em grandes nações. Então chegou a hora de enfrentarmos esse desafio que está posto para a gente, e vamos trabalhar com diálogo, com argumentos sólidos, explicando que isso vai gerar impostos, empregos, no momento em que o Brasil precisa de uma grande retomada do turismo internacional”, disse Carreras. (Jornal do Comércio – Marcelo Aprígio – PE)

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Carreras será relator do Marco Regulatório dos Jogos

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), criou um Grupo de Trabalho para debater a atualização do Marco Regulatório dos Jogos no Brasil (PL 442/91 e apensados), que aguarda votação no Plenário desde 2016, quando foi aprovado em comissão especial. O grupo será coordenado pelo deputado Bacelar (Pode-BA), presidente da Comissão de Turismo da Câmara, e terá como relator o deputado Felipe Carreras (PSB-PE). O prazo para conclusão dos trabalhos no texto que regulamenta os jogos de azar é de 90 dias.

De acordo com Felipe Carreras, a demora para regulamentação dos jogos de azar no Brasil gera diversos prejuízos. Para ele, o país deveria seguir o exemplo de outras nações que obtêm sucesso nessa área por terem as questões dos jogos regulamentadas. “Na América do Sul, temos o exemplo da Argentina, Uruguai, Colômbia, Peru, países que possuem os jogos regulamentados. O Brasil precisa regulamentar algo que já está presente no nosso cotidiano, pois os jogos já acontecem”, disse o deputado ao Diario.

Amanhã, a Comissão de Turismo da Câmara realiza audiência pública para debater a proposta do Marco Regulatório dos Jogos. A aprovação da proposta é a maior prioridade para a Comissão, segundo o deputado Bacelar, pois poderá fomentar o turismo no país, com a geração de 700 mil empregos diretos e indiretos e R$ 20 bilhões anuais em arrecadação de impostos. “O turismo representa 10% do PIB e gera 9% dos empregos formais deste país. Esse setor tão importante para a nossa economia foi o mais atingido pelas consequências da pandemia”, afirmou o presidente da comissão.

Para Carreras, o Brasil perde competitividade para outras nações, principalmente para os países vizinhos que têm cassinos e recebem pessoas que viajam pelo mundo à procura desse tipo de produto turístico, uma atividade que está sempre ligada a grandes hotéis e resorts. O parlamentar explica que, com a regulamentação, os cassinos no Brasil terão investimentos bilionários e impulsionarão a economia no momento de retomada do turismo internacional que é esperado com o avanço das vacinas. “Parte desses recursos que serão arrecadados com os impostos poderão ser destinados para o esporte, cultura, entidades ligadas às igrejas que promovem recuperação de viciados, e até para instituir um fundo nacional de combate à corrupção”.

Sobre a audiência pública, Carreras esclareceu que será iniciado um rito de reuniões democráticas para estabelecer o texto do Marco Regulatório dos Jogos, e que já existe um “nicho que vamos procurar seguir, que é a questão do número de cassinos e resorts por estado, a questão dos bingos e outras atividades de jogos que deverão ser delegadas para os estados regulamentarem”. O deputado também falou sobre a importância de ter uma agência de fiscalização dos jogos, e afirmou que o Grupo de Trabalho possui bons argumentos para rebater as ideias contrárias ao texto, caso haja resistência dentro do Parlamento e da sociedade organizada. (Diário de Pernambuco – Thiago Herminio – PE)

 

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