Jaraguá tem 7 jogadores suspensos no Catarinense por suspeita de manipulação de resultados

Apostas I 12.07.26

Por: Magno José

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Jaraguá tem 7 jogadores suspensos no Catarinense por suspeita de manipulação de resultados
Denúncia da CBF e Sportradar aponta “evidências claras” de apostas em goleada por 8 a 1 contra o Juventus, com movimentações suspeitas durante o jogo (Foto: João Victor, Sport Club Jaraguá)

Sete jogadores do Sport Club Jaraguá foram suspensos preventivamente por 30 dias pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol de Santa Catarina (TJD-SC), após denúncia de suspeita de manipulação na partida contra o Juventus de Jaraguá do Sul, válida pela 13ª rodada da Série B do Campeonato Catarinense. A partida, disputada nesta quinta-feira (4/7), terminou com goleada de 8 a 1 para o Juventus.

A suspensão atende pedido da Procuradoria do TJD-SC, motivado por um ofício da Unidade de Integridade do Futebol Brasileiro (UIFB), vinculada à CBF, encaminhado nesta segunda-feira (8/7). O caso foi incluído em pauta com prioridade de julgamento. O ofício também foi enviado, em caráter sigiloso, ao Ministério Público de Santa Catarina e à Polícia Federal.

Relatório da Sportradar

A denúncia se baseia em relatório da empresa de monitoramento esportivo Sportradar AG, que aponta “evidências claras e contundentes” de apostas indicando que o curso ou o resultado da partida foi influenciado ou manipulado ilegalmente.

Segundo a Sportradar, os padrões identificados sugerem que apostadores tinham conhecimento prévio de que o Jaraguá perderia por pelo menos sete gols e de que ao menos oito gols seriam marcados no total. A empresa registrou movimentações suspeitas ainda durante o jogo; apostas para derrota do Jaraguá por pelo menos seis gols surgiram aos 37 minutos, com o placar em 4 a 0, e evoluíram para derrota por pelo menos sete gols aos 45 minutos. No mercado de total de gols, apostas em pelo menos sete gols também apareceram aos 37 minutos e passaram a indicar pelo menos oito gols nos minutos finais do primeiro tempo.

Os dados da rede estendida de casas de apostas reforçam o quadro; 90% do volume de apostas simples no mercado de “Handicap” foi direcionado para vitória do Juventus por pelo menos seis gols, enquanto 92% do volume no mercado de “Total de Gols” se concentrou em pelo menos sete gols na partida, conforme o relatório da Sportradar.

Atletas citados no relatório

Os sete atletas suspensos preventivamente são; Eduardo Vinicius Alves Pimentel, Jonatas da Silva Santos, Jesse Alef Lima dos Santos, Bernardo Dagostin Bongiolo, Andrigo Borges Braga, Emerson Teofano da Costa e Wendel Silva Teixeira, todos do Jaraguá.

O relatório cita lances específicos como relevantes para a investigação. Um pênalti cometido por Eduardo Vinicius Alves Pimentel, aos 63 minutos, é mencionado, assim como falhas defensivas atribuídas a Jonatas da Silva Santos, Jesse Alef Lima dos Santos e Bernardo Dagostin Bongiolo nos gols que levaram o placar a 7 a 1 e depois a 8 a 1.

Três dos sete atletas já figuram em registros de partidas suspeitas anteriores; Andrigo Borges Braga, Emerson Teofano da Costa e Wendel Silva Teixeira. Os registros envolvem jogos disputados entre 2022 e 2024 por clubes do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro. A partida contra o Juventus é a primeira, segundo a Sportradar, em que os três aparecem relacionados juntos em um jogo com suspeita de irregularidade.

Situação do Jaraguá na competição

O Sport Club Jaraguá ocupa a lanterna da Série B do Campeonato Catarinense, com apenas um ponto em 13 jogos. A equipe já sofreu 46 gols na competição. Além da goleada por 8 a 1 para o Juventus, o clube foi derrotado por 8 a 0 pelo Caravaggio na 5ª rodada e por 6 a 0 pelo Blumenau na 9ª rodada.

Em nota, o clube afirmou que “repudia de forma veemente qualquer prática relacionada à manipulação de resultados, fraudes esportivas, apostas ilícitas ou qualquer conduta que comprometa a credibilidade das competições”. O Sport Club Jaraguá informou que “colaborará plenamente com as autoridades e entidades competentes, adotando todas as medidas cabíveis para a devida apuração dos fatos”.

A Federação Catarinense de Futebol (FCF), responsável pela organização da Série B, foi procurada pelo ge, mas não retornou até a publicação da matéria original.

 


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