Recuperação da economia, turismo e emprego em Macau só com vacina

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O responsável recordou que Macau, com uma economia praticamente centrada no turismo, recebeu em 2019 cerca de 40 milhões de visitantes, números que contrastam com os cerca de quarto milhões de turistas de janeiro a setembro

 

O Chefe do executivo de Macau afirmou que a recuperação da economia, turismo e do emprego na capital mundial do jogo só será possível com a vacina da covid-19 e só se todos os residentes a tomarem.

Ao responder aos deputados em relação às Linhas de Ação Governativa (LAG) para 2021 e sobre o combate ao desemprego no território, Ho Iat Seng respondeu que a recuperação econômica, que trará mais emprego, só será possível com uma vacina.

“Se todos tomarem a vacina podemos ver a nossa saída, ou seja, vai haver recuperação econômica”, frisou o líder do Governo do antigo território administrado por Portugal.

O responsável recordou que Macau, com uma economia praticamente centrada no turismo, recebeu em 2019 cerca de 40 milhões de visitantes, números que contrastam com os cerca de quarto milhões de turistas de janeiro a setembro.

Com a vacina aprovada e reconhecida pelo Estado chinês será possível “tirar as máscaras e permitir que todos os turistas de todo o mundo se desloquem a Macau”.

Com a vacina surgirão novas oportunidades turísticas, frisou, “primeiro para as regiões vizinhas” sem que seja necessário a apresentação de um teste negativo.

“Mas só se toda a população se submeter à vacina”, observou.

Para este ano, o Governo de Macau prevê que a economia do território tenha uma quebra de 60,9% em 2020, devido ao impacto da pandemia, segundo o documento LAG para 2021, apresentado na segunda-feira pelo líder do executivo.

Caso a “situação da epidemia de Macau e das regiões vizinhas continue controlada e melhorada, poderá o PIB vir a atingir um crescimento anual de dois dígitos” em 2021, acreditam as autoridades, segundo o documento hoje divulgado.

Macau foi dos primeiros territórios a ser atingido pela crise econômica devido à pandemia. O território registrou o primeiro caso no dia 22 de janeiro e a partir daí adotou várias medidas sanitárias para controlar a propagação do vírus, como o encerramento dos cassinos por 15 dias, um plano de distribuição de máscaras (10 máscaras por cerca de um euro) e um forte controle fronteiriço.

As medidas sanitárias mostraram-se eficazes, já que Macau apenas registrou 46 casos da doença e desde 26 de junho que não é detectado qualquer caso, mas praticamente paralisaram a economia, quase exclusivamente dependente da indústria dos casinos e do turismo chinês.

As incertezas no território ainda são muitas, com as operadoras de jogo no território a apresentarem centenas de milhões de euros em prejuízos no terceiro trimestre do corrente ano.

Os cassinos de Macau tinham fechado 2019 com receitas de 292,4 bilhões de patacas (cerca de 24,7 bilhões de euros).

O Governo de Macau arrecadou apenas 24,34 bilhões de patacas (2,58 bilhões de euros) até outubro em impostos diretos sobre o jogo, uma quebra de quase 70 bilhões de patacas (7,3 bilhões de euros), numa comparação anual.

Há um ano, a região apresentava receitas de 94,03 bilhões de patacas (9,98 bilhões de euros) até outubro.

Para 2021, o Governo prevê arrecadar 45,5 bilhões de patacas (4,8 bilhões de euros), o que, apesar de uma melhoria, está ainda muito longe das 112,71 bilhões patacas (11,8 bilhões de euros) arrecadadas em 2019.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.319.561 mortos resultantes de mais de 54,4 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP. (Agência Lusa – Sapo)

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