As raspadinhas sempre na moda
Ela teve uma explosão de vendas na década passada, principalmente em São Paulo, quando era comercializado até 80 milhões de raspadinhas por mês naquele estado. Mesmo com a queda nas vendas, ela continua firme, mas com algumas novidades para garantir sobrevida.
As raspadinhas dependem muito da publicidade, já que elas dependem da motivação do apostador. O comprador da raspadinha não sai de casa para jogar na loteria instantânea, ele normalmente toma essa decisão ao deparar-se com o produto. Daí a grande necessidade de exposição e a troca permanente de jogos e planos lotéricos.
Atualmente, a Caixa Econômica Federal vende de 25 a 30 milhões de bilhetes de loteria instantânea em todo o país com mídia e já com pouca publicidade, a CEF vende apenas 17 milhões de bilhetes por mês. No estado do Rio de Janeiro, a CEF vende aproximadamente R$ 900 mil, pois a maioria desse produto da loteria federal custa e R$ 0,50 centavos.
A Loterj é a segunda colocada nesse mercado em volume de venda, podendo comercializar, dependendo da publicidade veiculada, de cinco a seis milhões de bilhetes por mês a R$ 1. Já a Loteria Mineira vende uma média de 800 mil raspadinhas por mês. Além desses estados, esse produto também é comercializado pelas loterias do Ceará, Goiás e Rio Grande do Sul. Comenta-se que existem várias “raspadinhas piratas” sendo comercializadas em São Paulo.
Existe hoje uma tendência muito grande para as raspadinhas promocionais. O Ponto Frio tem utilizado com sucesso, além da Rede de Supermercados de Santa Catarina, Angeloni e o Shopping Cidade de Belo Horizonte. O Clube dos Dirigentes Lojistas de Minas Gerais criou uma promoção em parceria com a Loteria Mineira, que distribuiu cinco milhões de raspadinhas no Natal do ano passado, pelo comércio de 11 cidades do estado de Minas.
Além disso, existe também utilização das raspadinhas como entretenimento, as loterias estaduais têm se preocupado cada vez mais com a estética e com a impressão de bilhetes mais bonitos. A Loterj, pioneira como sempre, lançou no início do ano passado o site Raspa Já com raspadinhas pela Internet.
Do exterior, a outra novidade vem do Canadá da Loteria de Quebec, distribuído por uma subsidiária da Obhethur (leia-se ISA no Brasil), foi lançado um CD/raspadinha, onde o apostador compra um CD com um jogo chamado “Mot Mystère”, instala no seu computador e para ultrapassar uma das três etapas do jogo é necessário raspar no verso do CD para obter um código de acesso para próxima fase. Somente ao final do jogo é que o apostador saberá qual o prêmio que ele ganhou com o jogo. Muito interessante e criativo o jogo/loteria que o BNL testou no último final de semana. Ele é um excelente entretenimento.
Já com relação à pergunta do início da matéria, se as raspadinhas têm sobrevida, os especialistas desse mercado afirmam que o futuro das instantâneas depende exclusivamente das loterias estaduais.


