Governos estadual e federal criam polêmica sobre loteria.

Loteria I 24.10.03

Por: sync

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Mais uma pendenga entre a Caixa Econômica Federal e o banco Nossa Caixa, controlado pelo governo de São Paulo, está esquentando os ânimos entre Brasília e a capital paulista. Depois de reclamar da exclusividade, assegurada em lei, às instituições federais para uso dos recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) nos financiamentos destinados à baixa renda, o presidente da Nossa Caixa, Valdery Albuquerque, diz estar sofrendo boicote por parte da Caixa. O motivo da discórdia desta vez é a loteria da Cultura lançada com toda pompa pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e proibida de ser comercializada na rede de lotéricos da Caixa juntamente com os demais jogos existentes hoje no país.
‘‘No dia 3 de abril mandamos ofício à Caixa pedindo credenciamento para vender a loteria da cultura na rede de lotéricos, até hoje não recebemos uma resposta’’, reclama Albuquerque. Ele questiona se os pontos de venda credenciados pela Caixa podem comercializar vários desses tipos de jogos por que não podem vender o produto na Nossa Caixa? ‘‘Isso é inaceitável e, se preciso, vamos tomar as medidas judiciais cabíveis’’, declarou.
Segundo o diretor de produtos da Nossa Caixa, Jorge Luiz Ávila, a loteria da Cultura, que começou a ser vendida há mais de uma semana por R$ 1 o bilhete, é destinada a financiar projetos culturais no Estado.
‘‘Todo dinheiro arrecadado vai para um fundo de cultura, onde o conselho formado por representantes do governo e da sociedade decide quais os programas serão beneficiados’’, explicou. ‘‘Não tivemos uma resposta da Caixa e começamos a vender o produto’’, afirmou o diretor.
Para esquentar a briga, na semana passada, os lotéricos que estavam vendendo o produto receberam uma carta da Caixa proibindo a venda da loteria da Nossa Caixa. Na carta, a Caixa diz que eles ‘‘somente podem comercializar, intermediar, distribuir e divulgar outra modalidade de sorteio ou loteria, ou quaisquer jogos de azar, ainda que legalmente permitidos, com autorização da Caixa’’.
Diário do Grande ABC (SP)


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