Contas em lotéricas beneficiam clientes.

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A regra do CMN (Conselho Monetário Nacional) que permite a abertura, manutenção e movimentação de conta corrente em correspondentes bancários beneficia o consumidor, na opinião do vice-presidente da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), Miguel Ribeiro de Oliveira. Segundo ele, o correntista poderá optar por manter a conta em casas lotéricas, agências dos correios e estabelecimentos comerciais e, assim, fugir das filas dos bancos. As alterações foram anunciadas quinta pelo diretor do Banco Central, Sérgio Darcy.
Oliveira disse ainda que a medida contribuirá para promover uma melhora no atendimento ao cliente bancário. De um lado os bancos, com os custos reduzidos, já que o movimento nas agências deverá cair, e, conseqüentemente, os gastos com manutenção de pessoal. Do outro, os correspondentes, que passarão a receber as tarifas extras pelo recebimento de contas. O correntista, além de escolher o local mais cômodo e ágil para manter a conta, poderá optar também pela qualidade de atendimento e tarifas mais baixas.
“A concorrência vai ficar mais acirrada no setor. A tendência é que os bancos repassem para os clientes os porcentuais ganhos com a redução de custos, baixando o preço das tarifas”, disse Oliveira.
Desvantagens – A única dúvida com relação à nova regra da CMN fica por conta da segurança. De acordo com o vice-presidente da Anefac, as casas lotéricas, as agências dos correios e os estabelecimentos comerciais não dispõem da mesma tecnologia contra roubos oferecida pelos bancos. Neste caso, qualquer ocorrência dentro dos correspondentes bancários, que prejudique o consumidor, é de responsabilidade da instituição financeira. “A unidade funcionará como uma extensão do banco, que continuará oferecendo talão de cheque e cartão magnético”, disse.
A proprietária de uma lotérica em Santo André, que não quis ter o nome revelado, não concorda com a alteração. Segundo ela, a medida traz vantagens e desvantagens. “Se por um lado é bom, porque aumentamos a nossa receita, por outro é ruim, porque teremos mais dinheiro em caixa e, neste caso, o risco de assalto é maior”, afirmou. A proprietária queixou-se ainda que não recebe recursos extras da Caixa Econômica Federal, com quem já mantém parceria, para resguardar o seu estabelecimento. “Contratei uma empresa de segurança particular com dinheiro do meu próprio bolso.”
Diário do Grande ABC – SP – Carolina Rodriguez

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