Legalização teve repercussão na mídia, mas sem os preconceitos anteriores

A defesa pela legalização dos cassinos em resorts-integrados durante a reunião ministerial do dia 22 de abril, proposta pelo ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, com o apoio do ministro da Economia, Paulo Guedes e a concordância da ministra da Família, Mulher e Direitos Humanos, Damares Alves (“Se a CGU concordar”) teve forte repercussão na mídia sem os preconceitos e comentários negativos das oportunidades anteriores.
Confira a repercussão com as principais reportagens sobre a proposta de legalização dos cassinos.
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Em reunião, ministro do Turismo vê resorts com cassino como saída econômica para o setor
Sugestão foi feita durante a reunião ministerial, tornada pública por decisão do ministro Celso de Mello
O ministro Marcelo Álvaro Antonio (Turismo) sugeriu a implementação de resorts integrados com cassinos como um planto de atração de investimentos para a reconstrução do setor de turismo.
A sugestão de Álvaro Antonio foi feita durante a reunião ministerial de 22 de abril, tornada pública nesta sexta-feira (22), por decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Celso de Mello.
“Eu acredito que o momento propício nesse planejamento da retomada, discutir os resorts integrados. Não é legalização de jogos, não é bingo, não é caça-níquel, não é. São resorts integrados.”
A intenção é autorizar a construção de um cassino associado a um resort integrado, que, além de hotéis, abrigaria centro de convenções, shoppings, cinema e teatro.
Álvaro Antonio diz que é preciso negociar com a bancada evangélica e, até, com a ministra Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos).
“Obviamente, presidente, uma pauta que precisa de ser construída – a Damares está olhando com cara feia pra mim – uma pauta que precisa de ser construída com as bancadas da Câmara, tanto a evangélica, quanto a católica, mostrando ou desmistificando vários mitos que giram em torno disso”, afirmou o ministro.
Damares não concordou com posição do colega de Esplanada. “Pacto com o diabo!”, disse a ministra.
No ano passado, o ministro do Turismo se reuniu com empresários chineses interessados em investir no setor no país.
O apoio aos resorts integrados tem como principal financiador no Congresso deputados do bloco conhecido como Centrão, que agora apoiam o presidente.
No final de 2019, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) chegou a ser consultado para saber se o governo apoiaria um projeto com esse teor.
O tema, que desperta polêmica, foi objeto de idas e vindas na Câmara. Em 2015, a Casa instalou uma comissão especial para avaliar propostas de legalização de cassinos, bingos e jogo do bicho, entre outras modalidades. (Folha S.Paulo – Renato Onofre, Brasília)
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Guedes diz a Damares: ‘Deixa cada um se f* do jeito que quiser’
‘Principalmente se o cara é maior, vacinado e bilionário’, emendou o ministro da Economia, durante reunião ministerial divulgada nesta sexta
Ao falar sobre a necessidade de incentivos ao turismo no Brasil, o ministro da Economia, Paulo Guedes, provocou a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, ao dizer que é preciso deixar “cada um se foder do jeito que quiser”. “Principalmente se o cara é maior, vacinado e bilionário”, emendou. A fala ocorreu durante reunião ministerial do dia 22 de abril, cujo conteúdo se tornou público por decisão judicial nesta sexta-feira, 22. (Assista)
“A mesma coisa o nosso problema do jogo lá nos recursos integrados. Aquilo não atrapalha ninguém. Deixa cada um se foder. Ô Damares, deixa cada um… O presidente fala em liberdade. Deixa cada um se foder do jeito que quiser. Principalmente se o cara é maior, vacinado e bilionário. Deixa o cara se foder, pô! Lá não entra nenhum, lá não entra nenhum brasileirinho”, afirmou Guedes na ocasião.
O ministro da Economia citou como exemplo Macau, na Ásia, conhecido como um dos principais destinos do mundo para jogos de azar do mundo. Guedes também mencionou Cingapura como referência.
“O sonho do presidente é transformar o Rio de Janeiro em Cancún lá, Angra dos Reis em Cancún. Aquilo ali pode virar Cancún rápido. Entendeu? A mesma coisa aí. A Espanha recebe 30, 40 milhões de turistas. Isso aí é uma cidade da Ásia. Macau recebe 26 milhões hoje na China. Só por causa desse negócio. É um centro de negócios. É só maior de idade. O cara entra, deixa grana lá que ele ganhou anteontem. Ele deixa aquilo lá, bebe, sai feliz da vida”, declarou o ministro.
Diante da fala de Guedes, a ministra Damares reagiu dizendo que a Controladoria-Geral da União teria que concordar com a ideia. “Se a CGU tiver como controlar a entrada e a saída do dinheiro. Se não tiver como lavar dinheiro sujo lá”, disse. (O Estado de São Paulo)
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A reunião patética presidida por Bolsonaro não leva a lugar nenhum
O presidente não tem a menor ideia do que fazer, salvo sair por aí arrumando brigas
A leitura da transcrição da patética reunião do ministério de Jair Bolsonaro exige algum tempo, mas chega a ser um exercício pedagógico, sobretudo num tempo de horas vagas. Descontem-se os palavrões (37). Esqueçam-se as tolices (um dos maganos dizendo que o pico da epidemia parecia ter passado). Deixem-se de lado os delírios presidenciais. Sobra o quê? O ministro da Economia, Paulo Guedes, dizendo que leu o economista inglês John Maynard Keynes no original, insistindo nas suas “reformas estruturantes” e colocando duas propostas na mesa.
A primeira foi criativa, caso inédito de colocação do maoísmo a serviço dos cânones da universidade de Chicago. Ele propôs uma mobilização de jovens para que se formassem como aprendizes. Quantos? “Duzentos mil, trezentos mil”. Nas suas palavras: “O cara de manhã faz calistenia, canta o hino, bate continência”, ajuda a abrir estradas e “aprende a ser cidadão”. O doutor lembrou que a “Alemanha fez isso na reconstrução”. Em 1945 a Alemanha estava destruída e faminta, mas deixa pra lá.
Afora a ingenuidade dessa proposta de militarização do andar de baixo, Guedes expôs outra avenida para o progresso e novamente inspirou-se na Ásia. Nas suas palavras:
“O problema do jogo lá… nos recursos integrados [provavelmente ele disse “resorts”]. Tem problema nenhum. São bilionários, são milionários. Executivo do mundo inteiro. O cara vem, é… fazem convenções … olha, a … o … o turismo saiu de cinco milhões em Cingapura pra 30 milhões por ano. (…) Macau recebe 26 milhões hoje na … na China. Só por causa desse negócio. É um centro de negócios. É só maior de idade. O cara entra, deixa grana lá que ele ganhou anteontem, — ele deixa aquilo lá, bebe, sai feliz da vida. Aquilo ali num … atrapalha ninguém. Aquilo não atrapalha ninguém. Deixa cada um se foder. (…) O presidente fala em liberdade. Deixa cada um se foder do jeito que quiser. Principalmente se o cara é maior, vacinado e bilionário. Deixa o cara se foder, pô! Não tem … lá não entra nenhum, lá não entra nenhum brasileirinho”.
No meio de uma epidemia e de uma recessão, o ministro da Economia oferece a legalização da jogatina em resorts turísticos. Esse é um velho sonho de Bolsonaro, desde sua conversão à ideia pelo magnata americano Sheldon Adelson, dono de resorts em Las Vegas, Cingapura e Macau. De fato, nos cassinos de Adelson, “brasileirinho” não entra. Guedes conhece o Rio de Janeiro. Ele ganha um mês de férias em Macau se realmente acredita que alguém operará um cassino por lá sem que o crime organizado (e a milícia) entrem na operação. Sem cassinos, três governadores do Estado foram para a cadeia e um continua lá. (Na China, o hierarca que ocupou cargos equivalentes à presidência da Petrobras e ao Gabinete de Segurança Institucional está trancado).
O aspecto patético da reunião presidida por Bolsonaro é que ela não leva a lugar nenhum. E não leva porque o presidente não tem a menor ideia do que fazer, salvo sair por aí arrumando brigas. (Elio Gaspari – O Globo e Folha S.Paulo)
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Ministro do Turismo defende cassinos e Damares reage: ‘Pacto com o diabo’
O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, falou do impacto negativo da pandemia para o setor durante a reunião ministerial do dia 22 de abril, segundo vídeo divulgado ontem pelo ministro Celso de Mello, do STF, mas pediu vênia para defender um “assunto polêmico”, o da volta dos cassinos, pauta antiga do deputado licenciado do PSL de Minas Gerais. Segundo seus cálculos, os cassinos, ou melhor, os “resorts integrados” podem atrair ao País US$ 40 bilhões “só de outorgas”. Para isso, pede mobilização da bancada evangélica no Congresso a favor do seu projeto:
“Aí eu fa lo também pra ministra Damares, que eu sei que é urna pauta muito sensível também a ela, que é a questão, presidente, é … porque o ministério do Turismo agora tem que ter um planejamento, um plano de atração de investimentos, que é o que gera emprego, renda, é o que ajuda, obviamente, a economia do Brasil. E pra isso presidente, eu acredito que o momento propício nesse planejamento da retomada, discutir os resorts integrados. Não é legalização de jogos, não é bingo, não é caça niquel, não é … são resorts integrados. Obviamente, presidente, uma pauta que precisa de ser construída a – Damares tá olhando com cara feia pra mim – uma pauta que precisa de ser construída com as bancadas da Câmara, tanto a evangélica, quanto a católica, mostrando ou desmistificando vários mitos que giram em torno disso. Não sei se o ministro Paulo Guedes, é … concorda. Nós temos a possibilidade de atrair pelo menos quarenta bilhões de dólares pro Brasil só de outorgas, de investimentos imediatos com essa pauta.”
Marcelo reitera necessidade de apoio da bancada evangélica:
“Mas o que precisa ser feito, presidente, é realmente desmistificar a questão de evasão de divisas, de lavagem de dinheiro, de tráfico de drogas e pra isso eu sugeriria que nesse debate pudéssemos contar com o ministério da Justiça, através da Polícia Federal, o Ministério Público na mesa, a Receita Federal, os órgãos de controle, mas obviamente, presidente, uma pauta que só levaríamos pra frente se a gente conseguir é pacificar, ou nos fazermos entender pelas bancada evangélica, pela bancada católica, pra que não haja uma distorção, é… na comunicação disso.”
A ministra Damares Alves reage:
“Pacto com o diabo!”
(BR Político – Vera Magalhães e Marcelo de Moraes)
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‘Deixa cada um se f**** do jeito que quiser’, disse Paulo Guedes
A fala ocorreu durante reunião ministerial do dia 22 de abril, cujo conteúdo se tornou público por decisão judicial nesta sexta-feira, 22
Ao falar sobre a necessidade de incentivos ao turismo no Brasil, o ministro da Economia, Paulo Guedes, provocou a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, ao dizer que é preciso deixar “cada um se foder do jeito que quiser”. “Principalmente se o cara é maior, vacinado e bilionário”, emendou. A fala ocorreu durante reunião ministerial do dia 22 de abril, cujo conteúdo se tornou público por decisão judicial nesta sexta-feira, 22.
“A mesma coisa o nosso problema do jogo lá nos recursos integrados. Aquilo não atrapalha ninguém. Deixa cada um se foder. Ô Damares, deixa cada um… O presidente fala em liberdade. Deixa cada um se foder do jeito que quiser. Principalmente se o cara é maior, vacinado e bilionário. Deixa o cara se foder, pô! Lá não entra nenhum, lá não entra nenhum brasileirinho”, afirmou Guedes na ocasião.
O ministro da Economia citou como exemplo Macau, na Ásia, conhecido como um dos principais destinos do mundo para jogos de azar do mundo. Guedes também mencionou Cingapura como referência.
“O sonho do presidente é transformar o Rio de Janeiro em Cancún lá, Angra dos Reis em Cancún. Aquilo ali pode virar Cancún rápido. Entendeu? A mesma coisa aí. A Espanha recebe 30, 40 milhões de turistas. Isso aí é uma cidade da Ásia. Macau recebe 26 milhões hoje na China. Só por causa desse negócio. É um centro de negócios. É só maior de idade. O cara entra, deixa grana lá que ele ganhou anteontem. Ele deixa aquilo lá, bebe, sai feliz da vida”, declarou o ministro. (Nossa Política)
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Ministros divergem sobre legalização do jogo: “é pacto com o diabo”
Ministro do Turismo defendeu a jogatina, mas enfrentou reação de Damares
A reunião ministerial expôs a divergência dentro do governo sobre um tema polêmico: a legalização do jogo. De um lado, o ministro Marcelo Alvaro Antônio (Turismo), a favor; do outro, Damares Alves (Direitos Humanos), contrária.
O ministro inseriu o assunto, mas cheio de dedos.
“Sei que é uma pauta sensível a ministra Damares”, disse o ministro, que seguiu.
“Não é legalização de jogos, não é bingo, não é caça níquel, não é … são resorts integrados. Obviamente, presidente, uma pauta que precisa de ser construída a – Damares tá olhando com cara feia pra mim – uma pauta que precisa de ser construída com as bancadas da Câmara, tanto a evangélica, quanto a católica, mostrando ou desmistificando vários mitos que giram em torno disso”
A ministra o deixou falar e reagiu quando ele disse que legalização de jogos não há impacto na família do trabalhador.
“É pacto com o diabo”, reagiu Damares.
“Vou ter que começar a desmistificar para a Damares”, disse ele.
O vice Mourão fez piada:
“Damares prá jogar uma roleta”.
(Blog Radar Online – Veja.com – Robson Bonin, Mariana Muniz, Evandro Éboli, Manoel Schlindwein)


