Nereu Moura pede ao MP que investigue Serlopar

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O líder do PMDB na Assembléia Legislativa, deputado Nereu Moura, protocolou ontem no Ministério Público uma representação contra o secretário de governo, José Cid Campêlo Filho, para que preste esclarecimentos sobre o processo de licitação vencido pela empresa Larami Diversões e Entretenimento, que irá operar o serviço estadual de videoloterias. Moura pediu ao MP que investigue denúncias de irregularidades na escolha da empresa, publicadas em reportagem publicada da revista paulista Carta Capital. O Serlopar, órgão responsável pelo gerenciamento do sistema, é ligado à Secretaria de Governo. Moura disse que recorreu ao MP para obter as explicações sobre a licitação que foram negadas pela bancada governista. Um pedido de informações do peemedebista sobre o processo foi rejeitado pelo bloco de sustentação ao governo na Assembléia. Moura formulou a representação com base nos questionamentos que havia apresentado no pedido de informações. O deputado alega que há indícios de direcionamento da licitação para favorecer a empresa vencedora. "Suscita muitas dúvidas o fato de vinte e sete empresas terem adquirido o edital de licitação e somente três delas terem ficado até o final no processo. Muitas entraram com processos judiciais, questionando o edital, que, segundo especialistas do ramo, pode servir para a legalização de caça-níqueis, uma atividade ilegal", disse o deputado. Moura pede ainda ao MP que apure o processo de registro da Larami na Junta Comercial. De acordo com o deputado, a empresa registrou-se na Junta três dias antes do prazo final para a entrega de propostas ao Serlopar. Ele também questiona a participação no processo de Fernanda Macedo Pereira Guimarães, filha do chefe do cerimonial do Palácio Iguaçu, Eduardo Gimarães. Moura disse que estranha o fato de Fernanda ser a representante legal da empresa argentina Boldt, sócia da Larami. Resposta O secretário de governo disse a O Estado que o deputado peemedebista deve buscar todas as respostas na documentação sobre o processo que já encaminhou ao Ministério Público Federal e à Promotoria de Defesa do Patrimônio Público do Ministério Público Estadual. "O deputado não merece as minhas respostas. Ele pode desfazer suas dúvidas na documentação que já entregamos ao MP Federal e ao Estadual", declarou. Campêlo afirmou ainda que Moura deveria se submeter à decisão da maioria do plenário da Assembléia que rejeitou seu pedido de informações. Paraná Online – PR

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