Pazuello enfrenta resistências para assumir PPI e deve voltar para cargo militar

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que tentava acomodar o aliado na sede da Presidência da República, já reconhece, segundo assessores palacianos, que a única alternativa que sobrou para o militar é assumir uma posição no Ministério da Defesa.
O presidente chegou a sugerir, em conversas reservadas, que Pazuello assumisse o PPI (Programa de Parceria e Investimentos). No entanto, mudou de ideia após reação negativa dos ministros da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, e da Economia, Paulo Guedes.
A avaliação de ambos é a de que a estrutura, que deve ser deslocada da Economia para a Secretaria-Geral, é estratégica para a política econômica do governo federal e que precisa, portanto, de um nome com experiência na área.
Tanto Guedes quanto Tarcísio argumentaram, segundo relatos feitos à Folha de S.Paulo, que o PPI é o cartão de visita do programa de privatizações do governo e que a nomeação de Pazuello seria interpretada de forma negativa pelo mercado.
A secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos – PPI é responsável pela concessão a iniciativa privada da Loteria Instantânea Exclusiva – Lotex e da modalidade lotérica de apostas em quota-fixa ou apostas esportivas. PPI também é responsável pela coordenação do Comitê Interministerial para atração de investimentos privados para o setor de turismo, inclusive resorts integrados.
O colunista Claudio Humberto revela em sua coluna no Diário do Poder, que o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, que é general do quadro ativo do Exército Brasileiro, será designado para trabalhar em uma função, ainda a ser definida, no Ministério da Defesa.


