Ambrose So defende prolongamento dos contratos de concessão dos cassinos de Macau

Cassino I 07.06.21

Por: Magno José

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Ambrose So, diretor executivo da Sociedade de Jogos de Macau (SJM)

O diretor executivo da Sociedade de Jogos de Macau (SJM) pediu que o Governo adie as renovações dos contratos de concessão dos cassinos de Macau. Ambrose So disse, em entrevista ao Hong Kong Economic Journal, que os atuais contratos deveriam ser prolongados por um ano, pelo menos.

Ambrose So, diretor executivo da Sociedade de Jogos de Macau (SJM), defendeu que os contratos de concessão dos cassinos locais devem ser prolongados pelo período mínimo de um ano, devido à crise provocada pela pandemia a nível global.

Em entrevista à Hong Kong Economic Journal, citada pelo portal GGRAsia, Ambrose So disse que o Executivo só deveria realizar o concurso público para as concessões quando a economia global recuperasse mais da crise. Para o empresário, a prorrogação dos contratos por um ano permitiria aos operadores recuperar financeiramente e não teria efeitos prejudiciais à economia local. Por outro lado, prolongar os contratos atuais por mais um ano permitiria ao Governo ganhar mais tempo para definir os critérios para o novo concurso.

Recorde-se que as atuais concessões de jogo terminam em junho de 2022. O Governo prevê lançar uma consulta pública sobre a lei do jogo no segundo semestre deste ano. De acordo com as disposições da lei em vigor, os contratos de concessão podem ser prorrogados até um máximo de cinco anos. Depois disso, está previsto que as novas concessões sejam atribuídas através de concurso público internacional.

Na entrevista, Ambrose So sugeriu que seria injusto para os concorrentes estrangeiros se o Governo desse início ao novo processo de concurso público, uma vez que as restrições fronteiriças impostas devido à Covid-19 poderiam impedir que os seus representantes viessem a Macau. “Se, eventualmente, o concurso for apenas para as concessões de jogo existentes, isso vai contra o próprio objetivo do concurso”, acrescentou o empresário.

Na segunda-feira passada, o Governo reuniu-se com os deputados da Comissão de Acompanhamento para os Assuntos de Terras e Concessões Públicas para ouvir opiniões sobre a legislação. Lei Wai Nong, secretário para a Economia e Finanças, limitou-se depois a dizer que foi ouvir as opiniões dos deputados e não quis dizer se a consulta pública vai ser no terceiro ou no quarto trimestre, nem se o esquema de concessões se vai manter com três concessões e três subconcessões.

Os deputados mostraram-se preocupados com a calendarização da consulta pública devido à falta de tempo antes do fim da atual sessão legislativa, que termina a 15 de agosto. Os deputados também pediram ao Governo que as concessionárias possam fazer mais para apoiar o acesso ao emprego dos locais e também para fazerem mais em termos de proteção social ou apoio nos bairros comunitários. Além disso, os deputados também disseram esperar que o Governo possa definir exigências para as concessionárias, como a angariação de mais turistas para Macau. (Ponto Final – Macau)

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