Na ‘estreia’ no Senado, Romário pede fundo milionário para o Rio com recursos das Loterias Caixa
Eleito senador em 2014 com 63,4% da preferência no Rio de Janeiro (mais de 4,6 milhões de votos), o ex-jogador Romário (PSB) não perdeu tempo e em menos de dez dias após sua posse na casa apresentou a primeira proposta: o projeto de lei nº 26 busca a criação do Fundo Nacional de Legado Olímpico e Paralímpico (FNLOP).
"Tem por finalidade financiar projetos que objetivem promover o desenvolvimento do desporto educacional e de alto rendimento olímpico e paralímpico brasileiro (…) visando à manutenção da infraestrutura e equipamentos criados especificamente para o Parque Olímpico Rio 2016 e Complexo Deodoro, localizados na cidade do Rio de Janeiro, sede dos Jogos Olímpicos de 2016", explica o texto.
De acordo com a proposta, os projetos serão selecionados pelo Ministério do Esporte – pasta comandada por George Hilton (PRB) -, que também será o responsável pela gestão e fiscalização dos recursos do FNLOP.
A ideia é que o fundo seja abastecido por dez anos através de recursos provenientes, por exemplo, de repasses federais, dotações orçamentárias destinadas pela lei orçamentária anual e doações. Outra forma de angariar fundos seria pelo repasse de 1% da arrecadação dos Fundos de Investimentos Regionais e também de 1% da arrecadação bruta dos concursos de loterias federais, "deduzindo-se este valor do montante destinado aos prêmios".
Somente através das loterias, o programa pode arrecadar até R$ 53,8 milhões anualmente, ou R$ 538 milhões em dez anos, se for levado em conta a arrecadação das loterias federais em 2013 (já descontado o valor destinado aos prêmios).


